Aloysio chama de ‘arrogante’ manifesto de ex-líderes europeus a favor de Lula
Em nota divulgada pelo Itamaraty, o chanceler Aloysio Nunes Ferreira reagiu a um manifesto divulgado por ex-chefes de Estado europeus pedindo a presença de Lula nas eleições presidenciais
- Publicado: 29/01/2026
- Alterado: 16/05/2018
- Autor: Redação
- Fonte: FERVER
O manifesto, sob o título ‘Chamada de Líderes Europeus em apoio a Lula’ , foi assinado por José Luis Rodríguez Zapatero, que presidiu o governo espanhol entre 2004 e 2011, François Hollande , que comandou a França entre 2012 e 2107, os ex-premiês italianos Massimo D’Alema, Romano Prodi e Enrico Letta e o belga Elio di Rupo
O ministro classificou o gesto como “preconceituoso, arrogante e anacrônico” e disse ter recebido a iniciativa com “incredulidade”.
Na nota, o chanceler afirma que cidadãos brasileiros condenados em órgãos colegiados ficam impedidos de disputar eleições. “Ao sugerir que seja feita exceção ao ex-presidente Lula, esses senhores pregam a violação do estado de direito”, afirma.
O manifesto é assinado pelos ex-premiês José Luis Rodríguez Zapatero (Espanha); Massimo D’Alema, Romano Prodi e Enrico Letta (Itália); Elio di Rupopelo (Bélgica); e pelo ex-presidente francês François Hollande.
Os políticos europeus afirmam que “a luta legítima e necessária contra a corrupção não pode justificar uma operação que questiona os princípios da democracia e o direito dos povos a escolher seus governantes” e se dizem comovidos com a prisão “precipitada” de Lula. Eles também mostram preocupação com o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff.
Leia a íntegra da nota do chanceler
“Recebi, com incredulidade, as declarações de personalidades europeias que, tendo perdido audiência em casa, arrogam-se o direito de dar lições sobre o funcionamento do sistema judiciário brasileiro. Qualquer cidadão brasileiro que tenha sido condenado em órgão colegiado fica inabilitado a disputar eleições. Ao sugerir que seja feita exceção ao ex-presidente Lula, esses senhores pregam a violação do estado de direito. Fariam isto em seus próprios países? Mais do que escamotear a verdade, cometem um gesto preconceituoso, arrogante e anacrônico contra a sociedade brasileira e seu compromisso com a lei e as instituições democráticas.”