Aliados pensam em estratégia sobre denúncia da PGR contra Temer
Mesmo antes de a PGR enviar a denúncia contra Temer, aliados do presidente na Câmara já articulam para barrá-la.
- Publicado: 20/01/2026
- Alterado: 16/08/2023
- Autor: Redação
- Fonte: Farol Santander São Paulo
Vice-líder do governo na Casa, o deputado Beto Mansur (PRB-SP) diz que a estratégia é tentar votar a denúncia o mais rápido possível na Câmara.
A avaliação é de que, se demorar muito tempo, o presidente ficará sangrando por mais tempo, o que dá margem para a oposição conseguir mais votos contra ele. Para que a denúncia seja aceita, são necessários votos de pelo menos 342 deputados.
“Tem que resolver em uma semana”, afirmou Mansur. Pelo regimento da Câmara, após a chegada da denúncia, o presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ), deve enviá-la para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) em até duas sessões.
No colegiado, será escolhido um relator. Temer terá 10 dias para apresentar defesa. A partir da apresentação, o relator deve apresentar seu parecer para voto em cinco sessões. Após ser votada no colegiado, a denúncia segue para o plenário.
Em entrevista na quinta-feira, 8, Maia evitou fazer uma previsão se eventual denúncia da PGR será aceita pela Casa. Ele disse ainda que, como presidente, terá papel apenas “burocrático” no primeiro momento. “É um processo parecido com o do impedimento (impeachment), com a diferença que passa pela CCJ. Então, neste caso específico, se acontecer a denúncia, o papel da presidência (da Câmara) é um papel apenas, nesse primeiro momento, burocrático”, disse Maia.