Aliados manobram para blindar Cunha

O presidente da Câmara, Eduardo Cunha e seus aliados intensificaram as articulações para blindar o peemedebista no Conselho de Ética e na CPI da Petrobrás

Crédito: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência-Brasil

O Conselho de Ética pode cassá-lo por quebra de decoro parlamentar. A CPI da Petrobras deve ser encerrada na próxima semana. O cálculo é agir antes que aumente a pressão para convocá-lo para prestar depoimento sobre as contas que o Ministério Público da Suíça diz que ele e seus parentes possuem no país europeu.

Como a lista dos 21 titulares do Conselho já está fechada e seus membros só podem ser substituídos em caso de renúncia ou morte, a margem de manobra está nas vagas remanescentes de suplentes.

O líder do PMDB, Leonardo Picciani (RJ), indicou na quarta-feira, 14, os deputados Carlos Marun (MS) e Manoel Júnior (PB) por sugestão de Cunha, que nega a manobra. “Quem indica é o líder do PMDB”, disse o presidente.

Marun é um dos defensores mais contundentes de Cunha, tanto no plenário quanto nas sessões da CPI da Petrobrás, onde alega a presunção de inocência de seu correligionário. Os suplentes participam dos debates, mas só votam na ausência dos titulares.

Aliados calculam que Cunha tem hoje entre 11 e 14 dos 21 votos do Conselho, sem contar com o do presidente José Carlos Araújo (PSD-BA), que só se manifesta em caso de empate.

No momento em que novas denúncias contra Cunha se somam às investigações da Lava Jato, a CPI da Petrobras se prepara para encerrar seus trabalhos. O parecer final será apresentado na segunda-feira, 19, e a votação do texto será na quinta, 22.

  • Publicado: 11/02/2026
  • Alterado: 11/02/2026
  • Autor: 16/08/2023
  • Fonte: Itaú Cultural