Alexandre de Moraes desbloqueia contas de Monark após mais de um ano
Decisão do ministro do STF libera acesso do influenciador a 20 plataformas, incluindo X, Instagram e Telegram.
- Publicado: 15/01/2026
- Alterado: 09/02/2025
- Autor: Redação
- Fonte: Fever
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), tomou a decisão de desbloquear as contas do influenciador Bruno Aiub, popularmente conhecido como Monark. Esta determinação abrangeu diversas plataformas sociais, incluindo X, Instagram e Telegram, além de outros serviços como Deezer e Spotify, totalizando 20 redes sociais e plataformas de streaming.
A ação do ministro se dá após um período em que as contas de Monark estiveram bloqueadas desde junho de 2023. Na ocasião, Moraes havia imposto restrições severas ao influenciador, proibindo-o de realizar qualquer tipo de “publicação, promoção, replicação e compartilhamento de notícias fraudulentas” relacionadas às atividades do STF e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O descumprimento dessa ordem resultaria em uma multa diária no valor de R$ 10 mil.
O bloqueio das contas foi uma resposta a ações anteriores de Monark que, segundo o ministro, continuou a disseminar informações falsas sobre o STF e o TSE. Mesmo após a imposição das restrições, ele teria criado novas contas para driblar a decisão judicial. Em um episódio destacado por Moraes, durante uma entrevista com o deputado federal Filipe Barros (PL-PR) na plataforma Rumble, Monark questionou a transparência das eleições no Brasil, afirmando: “Por que ele (Supremo) está disposto a garantir uma não-transparência nas eleições?”.
Além disso, Monark insinuou a existência de “maracutaias” nas eleições sem apresentar provas concretas. Ele mencionou percepções de censura por parte do TSE e a atuação do ministro Moraes como algo que poderia levantar desconfianças sobre a integridade dos processos eleitorais: “Você fica desconfiado, que maracutaia está acontecendo nas urnas ali?”.
Apesar da revogação do bloqueio, os detalhes sobre as justificativas da decisão ainda não foram disponibilizados no sistema do STF. A situação levanta questões sobre os limites da liberdade de expressão nas redes sociais e a responsabilidade dos influenciadores na disseminação de informações durante períodos críticos como as eleições.