Alertas de desastres no Sudeste somam metade do total no país

Região Sudeste lidera notificações do Cemaden em 2025. Chuvas intensas e riscos de deslizamentos elevam a urgência por segurança climática.

Crédito: Divulgação/Governo de SP

A região Sudeste concentrou a maior parte das preocupações climáticas deste ano, exigindo atenção redobrada das autoridades. Segundo o Centro Nacional de Monitoramento e Desastres Naturais (Cemaden), os alertas de desastres emitidos para os estados do grupo representam quase 50% do volume nacional.

De um total de 2.505 notificações registradas em todo o Brasil, 1.232 foram direcionadas especificamente aos municípios sudestinos. Esse cenário destaca a vulnerabilidade de zonas densamente povoadas frente aos eventos extremos.

O perfil dos alertas de desastres na região

A categorização dos avisos revela que a água é o principal vetor de risco. Do total de comunicados, 1.395 foram associados a eventos hidrológicos, como inundações bruscas e enxurradas.

Em paralelo, o risco geológico permanece crítico. O Cemaden emitiu 1.110 avisos referentes à possibilidade de deslizamentos de terra. A precisão desses alertas de desastres depende de uma malha de monitoramento que hoje abrange 415 municípios no Sudeste, parte de um esforço nacional que vigia 1.133 cidades.

Fatores de risco e cidades mais afetadas

Os dados divulgados na última sexta-feira (16) apontam para uma correlação direta entre urbanização e risco. O órgão monitorador atribui a alta incidência à combinação de densidade demográfica elevada e o aumento da frequência de chuvas severas.

Embora Manaus tenha liderado o ranking individual nacional, cidades do Sudeste ocupam posições de destaque preocupante na lista de alertas de desastres emitidos em 2025:

  • Manaus (AM): 69 notificações
  • São Paulo (SP): 49 notificações
  • Petrópolis (RJ): 30 notificações
  • Ubatuba (SP): 23 notificações
  • Santo André (SP): 21 notificações

“A diminuição no volume total em relação ao recorde de 2024 não deve ser subestimada; a tendência histórica é de aumento na ocorrência de fenômenos extremos.”

Panorama climático e prevenção

Ainda que o número total de ocorrências seja inferior ao pico de 2024 — ano que registrou 3.620 avisos — a gravidade dos eventos não diminuiu. Cerca de 68% dos incidentes registrados (1.014 casos) foram causados por chuvas fortes.

A maioria desses eventos foi classificada como de pequeno porte, resultando em danos pontuais em ruas e bairros. No entanto, a eficácia e a rapidez na emissão de alertas de desastres continuam sendo a principal ferramenta para mitigar danos maiores e proteger a vida da população frente à crise climática.

  • Publicado: 15/01/2026
  • Alterado: 15/01/2026
  • Autor: 18/01/2026
  • Fonte: Fever