Alerta: hospitalizações e mortes por asma aumentam nesta época do ano
Médicos e organizações de saúde buscam reduzir em pelo menos 50% as internações e as cerca de 3 mil mortes anuais que acontecem no Brasil
- Publicado: 29/01/2026
- Alterado: 06/05/2013
- Autor: Redação
- Fonte: FERVER
Comemorado anualmente na primeira terça-feira do mês de maio, o Dia Mundial da Asma é organizado pela Global Initiative for Asthma (GINA) desde 1998, em mais de 35 países. Neste dia, médicos e organizações de saúde buscam alertar a população sobre uma das doenças que mais levam os cidadãos aos serviços de urgência, registrando índice de mortalidade em torno de 3 mil óbitos ao ano somente no Brasil.
“Estamos entrando na época do ano em que mais ocorrem exacerbações da asma: o inverno. Um dos motivos é o fato de que, neste período, há aumento dos casos de resfriados e outras infecções virais, fatores importantes na precipitação de quadros agudos”, explica dr. Rafael Stelmach, do Comitê Executivo da Iniciativa Global contra a Asma – Gina Brasil e membro da Sociedade Paulista de Pneumologia e Tisiologia (SPPT).
Para os portadores de doenças respiratórias crônicas, portanto, os cuidados no inverno devem ser redobrados.
“A baixa umidade do ar, baixa temperatura e uso de roupas de frio guardadas também facilitam a liberação de agentes inflamatórios que agridem o sistema respiratório, juntamente com os fatores que precipitam a asma”, explica.
HOSPITALIZAÇÕES E MORTES NO INVERNO
Segundo dados da Organização Mundial da Saúde, são cerca de 300 milhões de pessoas com asma em todo o mundo. A doença é a principal causa de 250 mil mortes prematuras ao ano, passíveis de prevenção. No Brasil, a Iniciativa Global contra a Asma, GINA, encabeça movimento para reduzir as internações em 50% até 2015.
“É importante destacar que boa parte das hospitalizações e também das mortes poderia ser evitada. O que falta, ainda, é informação. A população, e especialmente os portadores da doença e seus familiares devem estar cientes de que estes índices só serão reduzidos se evitarmos as exacerbações, que são as crises de asma”, orienta dr. Rafael.
Sendo a doença crônica, na maioria das vezes de origem alérgica e relacionada a predisposição familiar, não existe cura. Mas tratamento e acompanhamento médicos podem controlar os sintomas, oferecer ótima qualidade de vida e permitir ao paciente realizar normalmente suas atividades do dia a dia, incluindo exercícios físicas.
“É importante destacar que em alguns casos, mesmo sob controle os pacientes precisam continuar usando regularmente as suas medicações, tal como se faz na hipertensão ou diabetes”.