Alcolumbre busca alternativa a projeto de anistia em tramitação no Senado
Davi Alcolumbre propõe projeto de anistia pós-8 de janeiro; pressão e divisões marcam debates no Senado e na Câmara.
- Publicado: 20/01/2026
- Alterado: 10/09/2025
- Autor: Redação
- Fonte: Farol Santander São Paulo
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), revelou que está elaborando um projeto alternativo relacionado à anistia dos envolvidos nos incidentes ocorridos no dia 8 de janeiro. Em declaração feita nesta terça-feira (9), Alcolumbre enfatizou: “Estou trabalhando em um texto alternativo. Já mencionei isso há quatro meses”.
Ao ser indagado por jornalistas sobre os detalhes do projeto, o senador se esquivou, afirmando: “Estou focado no meu texto”. Em seguida, acrescentou que será interessante observar como se comportarão os votos a favor e contra a proposta.
Conforme informações do líder do PL (Partido Liberal) na Câmara dos Deputados, Sóstenes Cavalcante, existem pelo menos três minutas de projetos de anistia circulando nos bastidores, todos relacionados aos ataques de 8 de janeiro.
Uma das versões apresentadas é considerada a mais radical e prevê que Jair Bolsonaro seja declarado elegível, além de incluir a anistia desde 2019, no contexto do inquérito das Fake News.
A proposta atribuída a Alcolumbre é descrita como “light”, pois abrange apenas os indivíduos diretamente envolvidos nos eventos de 8 de janeiro, excluindo os líderes da organização criminosa. Assessores próximos ao presidente do Senado expressam ceticismo quanto à rápida aprovação da medida, especialmente devido à crescente pressão exercida pela oposição.
Durante o recente ato comemorativo do 7 de setembro, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, reiterou a necessidade de que o texto seja discutido no Senado ou na Câmara em caráter urgente. Flávio afirmou que não existe “meia anistia” e defendeu uma anistia “ampla, geral, irrestrita e imediata”.
Entretanto, aliados de Alcolumbre acreditam que a pressão proveniente da oposição poderá ter um efeito contrário ao esperado sobre sua decisão. Nos bastidores, o presidente do Senado demonstrou descontentamento com as declarações de Flávio.
No cenário da Câmara dos Deputados, embora a pressão esteja aumentando, o presidente Hugo Motta esclareceu que ainda não há previsão para pautar essa questão.