Alckmin diz que não vai negociar na audiência com professores
O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PDSB), afirmou na manhã desta quinta-feira, 7, que não vai negociar com os professores da rede estadual que estão em greve há 55 dias
- Publicado: 17/11/2025
- Alterado: 16/08/2023
- Autor: Redação
- Fonte: Assessoria
A audiência de conciliação marcada para às 15h no Tribunal de Justiça.
Alckmin explicou que um representante do governo estadual participará da audiência com o Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp), o maior da categoria, mas descartou que haja negociação.
O governador voltou a dizer nesta quinta-feira durante visita a obras da Linha 5-Lilás, do Metrô, que a paralisação “não tem o menor sentido”.
O argumento é que a categoria já recebeu aumento salarial de 45% nos últimos quatro anos, que representaria 21% de ganho real. O último foi em julho de 2014.
“Não tem como dar reajuste de oito em oito meses”, disse o governador na quarta-feira, 6.
A Apeoesp reivindica aumento de 75,33% para equiparação salarial a outras categorias com ensino superior.
Os docentes tiveram o primeiro corte no holerite neste mês. Parte desses professores foi surpreendida ao receber uma quantia inferior a um salário mínimo.
O piso da categoria para 40 horas é de R$ 2,4 mil. Os professores em greve farão novo ato nesta sexta-feira, 8, no vão do Museu de Arte de São Paulo (Masp), na região central da capital paulista. Na ocasião, eles deverão votar a continuidade da greve e seguir em passeata até a Praça da República.