AGU pede a prisão em flagrante de Anderson Torres; 400 são detidos
Torres é ex-ministro da Justiça do ex-presidente Jair Bolsonaro e um dos seus principais aliados
- Publicado: 29/01/2026
- Alterado: 09/01/2023
- Autor: Redação
- Fonte: FERVER
A Advocacia-Geral da União (AGU) pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) que decrete a prisão em flagrante do ex-secretário de Segurança Pública do Distrito Federal Anderson Torres, em razão de suposta “omissão” na invasão de bolsonaristas à Corte, ao Congresso Nacional e ao Palácio do Planalto neste domingo. Torres é ex-ministro da Justiça do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e um dos seus principais aliados.
A AGU também requereu a prisão de “todos os envolvidos em atos criminosos decorrentes da invasão de prédios públicos federais em território nacional”. Até a publicação desta matéria, 400 pessoas tinham sido presas, disse o governo do DF.
Torres havia sido nomeado para o cargo pelo governador do DF, Ibaneis Rocha (MDB), no dia 2. Ontem, após as invasões e depredações dos prédios públicos, o secretário – que está em Orlando, nos Estados Unidos, mesma cidade onde Bolsonaro passa uma temporada desde o final de 2022 – foi exonerado por Ibaneis, também um aliado do ex-presidente. Antes da demissão, em uma postagem no Twitter, Torres classificou as ações dos extremistas em Brasília como “cenas lamentáveis”.
Ao Supremo, a AGU apontou que os atos de vandalismo registrados em Brasília “importam prejuízo manifesto ao erário e ao patrimônio público” e causam “embaraço e perturbação da ordem pública e do livre exercício dos Poderes da República, com a manifesta passividade e indício de colaboração ilegal de agentes públicos”.