Agentes do ‘Justiça Comunitária’ vão às ruas para mediar conflitos
Após formação, que durou sete semanas, mediadores já estão em campo para ajudar comunidade a resolver os problemas por meio do diálogo, sem intervenção da Justiça
- Publicado: 29/01/2026
- Alterado: 28/05/2014
- Autor: Redação
- Fonte: FERVER
Após sete semanas de treinamento, os mediadores do Núcleo de Justiça Comunitária de Santo André saem às ruas da cidade para auxiliar os moradores a resolverem pequenos problemas utilizando o diálogo. O programa do Ministério da Justiça, que foi implementado pela Secretaria de Segurança Urbana e Comunitária, em parceria com a ONG (Organização Não Governamental) Interação, tem o objetivo de estimular a comunidade a desenvolver mecanismos próprios para solucionar pequenos conflitos, sem a necessidade de levar as questões ao Judiciário.
Entre os assuntos abordados durante a capacitação dos agentes estão noções básicas de Cultura de Paz, Introdução à Mediação de Conflitos, Relações Grupais e Interpessoais, Introdução à Teoria da Comunicação Humana, Comunicação não-violenta e Comunicação não verbal, além de algumas Técnicas de Mediação e Conciliação. Segundo a coordenadora da equipe multiprofissional do projeto, Sueli Nascimento, durante as aulas também foram trabalhadas a melhora da autoestima. “Temos de quebrar o paradigma de que em regiões carentes não há como viver em paz”, pondera.
O Justiça Comunitária capacita pessoas da própria comunidade para atuarem voluntariamente como agentes mediadores de conflitos. Os agentes, além da equipe multidisciplinar composta por um psicólogo, um advogado e um assistente social, além de estagiários de cada área, conscientizam a população sobre seus direitos e também conduzem resoluções alternativas de conflitos, orientando para que as partes envolvidas encontrem uma solução pacífica e consensual.
Assim, questões de direito de família, conflitos de vizinhança e disputas de posse e propriedade de imóveis podem ser resolvidas amigavelmente. “O projeto tem impacto direto na segurança primária, que é função do governo municipal, pois, resolvendo pequenos conflitos, estamos colaborando com as polícias no sentido de diminuir atos criminosos”, afirma o secretário de Segurança Urbana e Comunitária, José Luiz Martins Navarro.
Instalado desde fevereiro no CIC (Centro de Integração da Cidadania), na Vila Mazzei, o programa atende especificamente a região do Pronasci (Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania), que compreende os bairros Jardim Santo André, Vila Rica, Jardim Irene, Vila João Ramalho e Cata Preta. O espaço atende casos que vão desde brigas entre familiares a desavenças com vizinhos, além de servir como um local de orientação e encaminhamento de situações diversas, voltadas aos direitos humanos e cidadania da população.
Além das mediações, o local funciona ainda como um endereço de capacitação permanente dos agentes, orientação e encaminhamentos às redes de assistência social da Prefeitura, que englobam serviços e programas de diversas secretarias.
Para a realização do programa, a União destinou R$ 320.797,78 e o município contribui com uma contrapartida de R$ 25.678,38. Além dos agentes comunitários e da equipe multidisciplinar, o programa conta com a aquisição de equipamentos, adequações de espaços físicos conforme as diretrizes do Pronasci e de acordo com o projeto básico e o plano de trabalho apresentados pelo município.
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