Agência Brasileira de Exportações projeta ampliar atuação no Grande ABC
Durante Assembleia Geral do Consórcio Intermunicipal, presidente da Apex-Brasil reforçou potencial produtivo da região e possibilidades de aumentar exportações com o apoio da Agência
- Publicado: 11/02/2026
- Alterado: 12/04/2016
- Autor: Daniela Penatti
- Fonte: Itaú Cultural
Na manhã desta segunda-feira, dia 11, o presidente da Apex-Brasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos), David Barioni Neto, apresentou aos prefeitos do Grande ABC ações de estimulo às empresas nacionais na busca por mercados externos, durante Assembleia Geral do Consórcio Intermunicipal. Barioni listou projetos executados pela entidade nacional, subsidiada pelo Sistema S, e assumiu compromisso de dedicar mais atenção ao potencial das sete cidades do ABC.
A agenda de Barioni na região foi demanda pela Agência de Desenvolvimento Econômico do Grande ABC e pelo Consórcio Intermunicipal Grande ABC. “A Apex-Brasil é estratégica na questão da retomada do crescimento econômico, nos auxiliando a levar nosso potencial para outros países. Em um futuro muito próximo colheremos os frutos dessa relação que estamos construindo hoje”, afirmou o presidente da Agência GABC e prefeito de Mauá, Donisete Braga.
O presidente da Apex-Brasil apresentou a estrutura da entidade e reforçou a importância do ABC para a economia brasileira. “Viemos oferecer nossos serviços como Agência Federal. Já atendemos a região, mas ainda há muito que fazer no apoio às empresas. Podemos ajudar capacitando as empresas para exportação. A Apex pode levar, depois, esses negócios para eventos mundiais e ajudá-los em um de nossos nove escritórios pelo mundo a abrir filiais fora do Brasil”, explicou.
“Estamos de braços abertos e cada vez mais próximos da região, que tem economia pujante. Temos contato com 15% das empresas que exportam. Precisamos ter mais contatos, se possível com 100% dessas empresas aqui na região”, finalizou.
De acordo com dados da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo, no Grande ABC, há cerca de 223 mil empresas ativas. Um dos projetos mencionados por Barioni para capacitar empreendimentos para a exportação é o PEIEX – Projeto Extensão Industrial Exportadora.
O objetivo do projeto é incrementar a competitividade e promover a cultura exportadora empresarial, através da capacitação e assessoria gratuita para as empresas desenvolverem o potencial de exportação e ampliarem mercados.
De 2011 a 2015, o projeto atendeu, por meio de convênio entre a Apex-Brasil e a Fundação Vanzolini, 1.342 empreendimentos em todo o Estado de São Paulo. No Grande ABC, durante o período, foram 83 empresas contempladas. Os setores com maior participação na região foram metal mecânico, metalúrgico, de maquinas e equipamentos, químico, de confecções e de autopeças.
PREFEITOS APROVAM REGIONALIZAÇÃO DE POLO TECNOLÓGICO DO GRANDE ABC
Durante a Assembleia Geral do Consórcio Intermunicipal Grande ABC desta segunda-feira, dia 11, o secretário de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia de Santo André, Ronaldo Tadeu Ávila, apresentou aos prefeitos proposta que vem sendo debatida pelo Grupo de Trabalho (GT) Desenvolvimento Econômico de criação de Polo Tecnológico regional, a partir do credenciamento do Parque Tecnológico de Santo André ao Sistema Paulista de Parques Tecnológicos (SPTec).
Ávila, que coordena o GT Desenvolvimento Econômico, mostrou as etapas que a Prefeitura de Santo André percorreu até o credenciamento definitivo do empreendimento, que permite a captação de recursos junto ao Governo Estadual, União e iniciativa privada para viabilizar o empreendimento. Também esclareceu o objetivo de agregar iniciativas de outras cidades, a exemplo das incubadoras de empresas, ao Parque, constituindo um Polo regional de tecnologia.
Presente na Assembleia, a vice-prefeita de Santo André, Oswana Famelli, reforçou a proposta que foi apresentada e aprovada pelos chefes dos executivos da região. “O Polo não será apenas mais um Parque Tecnológico. Estaremos todos de baixo do mesmo guarda-chuva, com braços dos municípios, de acordo com suas vocações. Trouxemos o assunto para a pauta do Consórcio. Sabemos que cada cidade tem projetos e ações, o que falta é integrá-las”, afirmou a vice-prefeita.
Os municípios deverão, a partir de agora, ampliar as discussões sobre suas participações no Polo. O Grupo também trabalhará na questão da captação de recursos, necessários para a estruturação física do empreendimento.
“Nossa ideia e ter articulação e governança em rede, na qual o papel central do Polo caberá à Agência de Desenvolvimento Econômico do Grande ABC e ao Consórcio Intermunicipal”, finalizou Oswana.