AfroBreak: De Diadema para o mundo.
No próximo dia 27, o grupo AfroBreak viaja à Bergen – Noruega, para a realização da primeira edição do Rival vs Rival em terras estrangeiras.
- Publicado: 29/01/2026
- Alterado: 20/05/2014
- Autor: Redação
- Fonte: FERVER
O evento, criado pelo grupo AfroBreak, acontece anualmente desde 2007 em colaboração com a Rede Cultural Beija-Flor, Diadema – SP. Tem como objetivo fortalecer os movimentos independentes reconhecendo a importância do intercâmbio cultural no processo de desenvolvimento social; integrando pessoas de diferentes realidades sociais, além de ressaltar o poder de transformação através da arte. O evento chega a reunir cerca de 900 pessoas de diferentes países e regiões brasileiras.
No dia 31 de maio, no espaço Fysak de esporte e cultura, o evento Rival vs Rival estreia na Noruega como parte do Festival Internacional de Bergen (Festspillene I Bergen). O evento está sendo organizado por Carolina Lokøen, designer, artista visual e voluntária, em colaboração com a entidade mantedora Kolibri – Children At Risk Foundation, e conta com o patrocínio da Prefeitura da cidade.
A programação, voltada ao público infantil e jovem, inclui oficinas de dança e graffiti, shows, arena de skate, DJs e campeonato 2vs2 de Breaking. Os vencedores do primeiro lugar nas batalhas serão premiados com a passagem para a participação do evento no Brasil, que acontece nos dias 20 e 21 de setembro de 2014.
A versão norueguesa do evento conta com a presença do grupo local Absence Crew, Bboy Tawfiq Amrani do grupo The Ruggeds (Holanda), Bboy Koko Korosh (Holanda), Bgirl Groovy (Dinamarca), Comitê de Graffiti de Bergen (Bergen Graffiti Komitee), o cantor Stig Van Eijk, a cantora Anja Kløve, o grupo de Rap The Bombthreat, Congo Square, Dj Lion e Dj Niko, referência nos eventos brasileiros da cultura Hip hop.
DANÇARINOS, OU MELHOR “SONHARINOS”: AFROBREAK
O Grupo AfroBreak criado em 2004, por jovens integrantes das atividades de Percussão e Breaking da Rede Cultural Beija-Flor; Tem como objetivo unir e estudar as linguagens da dança e reapresentá-las, lúdica e criticamente, através de oficinas, eventos e espetáculos artísticos para diferentes públicos e faixa etárias. Cada integrante do grupo desenvolve um tipo de trabalho e o grupo visa o lucro social, levando informação sobre a nossa cultura brasileira, o movimento Hip Hop e cidadania, buscando trazer melhorias a comunidade (Região).
O nome AfroBreak surgiu em homenagem as influências da cultura africana e toda a sua diversidade, interligada ao povo brasileiro, manifestações artísticas em uma comunhão com o Breaking, modalidade da dança que também recebeu influências de povos africanos, apesar de ter adquirido sua identidade em um ambiente urbano, também é uma cultura que resiste através da sua própria renovação.
Entre os destaques a participação feminina, diferente de vários grupos do movimento Hip Hop, as mulheres são maioria (quatro mulheres e dois homens), desta forma a busca por igualdade de gêneros é mais que uma bandeira, é ação e consolidação do papel mulher na transformação da realidade.
Dentre os diversos trabalhos realizados pelo grupo destaca-se:
• A produção de eventos da linguagem desde 2006, entre eles a realizado em parceria com coletivos do bairro do Antropofagia urbana – Universo das Ruas, que em 2013 conta com o apoio do ProAc
• Aulas: desde 2003 na Rede Cultural Beija-Flor, desde 2008 na Associação Novolhar
• Coreografias e performances no programa Ação – Rede Globo; Conexões Urbanas – Afro Reggae; Ford Festival e Festival NuArt– Bergen; Festival de danças São José dos Campo – Festidança, Festival ABCDança – São Paulo, Diadema Dança; Mostra de Arte de Diadema; entre outras
• Participação em diversos campeonatos como competidores e jurados: Hip Hop Festival Bergen – Bergen – Noruega; Battle Day – Macapá – AP; “Battle Brasil” Campinas – SP; Floor War – Argentina; entre outros.
Unem seus saberes à cultura para serem agentes de mudanças, jovens múltiplos que somando Hip Hop, educação e desenvolvimento local nas linguagens: comunicação social, audiovisual, ciências sociais, letras e educação física.
A REDE
O evento acontece por intermédio da Rede Cultural Beija-Flor, que começa seu voo em 1992 com a constituição da Children At Risk Foundation (Fundação Criança em Risco) na Noruega por Gregory John Smith, com o objetivo de manter as ações de resgate à criança em situação de rua no Brasil.
Em busca deste “sonho-real”, Gregory deixou a vida de empresário na Europa para lutar nas ruas de São Paulo e fundou em 1993 a Associação de Apoio a Criança em Risco – ACER, visando um espaço saudável para que as crianças pudessem aprender e crescer, entendendo como é viver em grupo, a sua própria importância e conhecer mais do mundo, interligando a arte, cultura e seus benefícios.
Com o passar dos anos a Rede Cultural Beija-Flor se tornou uma organização social sem fins lucrativos, passando de um trabalho de recuperação para prevenção. Atualmente promove cerca de 2000 atendimentos anuais através dos seus quatro núcleos localizados em diferentes comunidades da cidade de Diadema e Itanhaém. Com atividades voltadas para crianças e adolescentes, entre cinco e 21 anos de idade e projetos comunitários que abrangem diferentes faixas etárias, desenvolve diversas ações nas áreas de educação, expressão artística e cultural, esporte, lazer, entretenimento, meio ambiente, geração de renda, comunicação social, saúde preventiva e educação nutricional.