Aeroporto de Congonhas terá R$ 2,6 bi para modernização total
Obras no terminal de São Paulo visam dobrar capacidade e eficiência, com apoio financeiro bilionário aprovado pelo BNDES e Novo PAC.
- Publicado: 03/02/2026
- Alterado: 12/02/2026
- Autor: Redação
- Fonte: Pocah
O Aeroporto de Congonhas é o foco central de um robusto pacote de investimentos em infraestrutura aeroportuária oficializado nesta quarta-feira (11/2). A cerimônia, que contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, detalhou o repasse de recursos para a modernização de terminais estratégicos no país.
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou um financiamento total de R$ 4,64 bilhões para a concessionária Aena. Esse montante compõe um plano de R$ 5,7 bilhões destinado a 11 aeroportos, mas a capital paulista receberá a maior fatia dos recursos.
Vinculado ao Novo PAC, o projeto visa alavancar outros investimentos no setor, podendo alcançar a marca de R$ 9,2 bilhões. As intervenções buscam resolver gargalos históricos na aviação nacional.
O que muda na estrutura do Aeroporto de Congonhas
A maior parte do capital, cerca de R$ 2,6 bilhões, será aplicada diretamente na transformação do Aeroporto de Congonhas. O objetivo é dobrar o tamanho do terminal de passageiros, elevando a área construída para 135 mil metros quadrados.
As melhorias físicas são expressivas e incluem:
- Ampliação do número de pontes de embarque (fingers) de 12 para 19;
- Reconfiguração e aumento do pátio de aeronaves;
- Expansão significativa da área comercial;
- Otimização da eficiência operacional e segurança de voo.
Atualmente, o cronograma de obras no Aeroporto de Congonhas apresenta avanços relevantes, registrando 29,60% de execução total.
Impacto logístico e abrangência regional
A modernização não apenas amplia a capacidade de tráfego, mas fortalece a economia da região metropolitana de São Paulo. Ao eliminar limitações operacionais, o terminal poderá ofertar mais voos e melhorar a experiência do usuário em um dos hubs mais movimentados do Brasil.
Embora o destaque seja São Paulo, o financiamento abrange outros 10 terminais em três estados, promovendo a integração regional:
- Mato Grosso do Sul: Campo Grande, Ponta Porã e Corumbá.
- Pará: Santarém, Marabá, Carajás e Altamira.
- Minas Gerais: Uberlândia, Uberaba e Montes Claros.
Esses investimentos consolidam a infraestrutura necessária para o desenvolvimento do transporte aéreo fora dos grandes eixos, mas é a renovação do Aeroporto de Congonhas que ditará o novo ritmo da malha aérea nacional nos próximos anos.