Aeroporto de Congonhas terá R$ 2,6 bi para modernização total

Obras no terminal de São Paulo visam dobrar capacidade e eficiência, com apoio financeiro bilionário aprovado pelo BNDES e Novo PAC.

Crédito: Vosmar Rosa/MPor

O Aeroporto de Congonhas é o foco central de um robusto pacote de investimentos em infraestrutura aeroportuária oficializado nesta quarta-feira (11/2). A cerimônia, que contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, detalhou o repasse de recursos para a modernização de terminais estratégicos no país.

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou um financiamento total de R$ 4,64 bilhões para a concessionária Aena. Esse montante compõe um plano de R$ 5,7 bilhões destinado a 11 aeroportos, mas a capital paulista receberá a maior fatia dos recursos.

Vinculado ao Novo PAC, o projeto visa alavancar outros investimentos no setor, podendo alcançar a marca de R$ 9,2 bilhões. As intervenções buscam resolver gargalos históricos na aviação nacional.

O que muda na estrutura do Aeroporto de Congonhas

A maior parte do capital, cerca de R$ 2,6 bilhões, será aplicada diretamente na transformação do Aeroporto de Congonhas. O objetivo é dobrar o tamanho do terminal de passageiros, elevando a área construída para 135 mil metros quadrados.

As melhorias físicas são expressivas e incluem:

  • Ampliação do número de pontes de embarque (fingers) de 12 para 19;
  • Reconfiguração e aumento do pátio de aeronaves;
  • Expansão significativa da área comercial;
  • Otimização da eficiência operacional e segurança de voo.

Atualmente, o cronograma de obras no Aeroporto de Congonhas apresenta avanços relevantes, registrando 29,60% de execução total.

Impacto logístico e abrangência regional

A modernização não apenas amplia a capacidade de tráfego, mas fortalece a economia da região metropolitana de São Paulo. Ao eliminar limitações operacionais, o terminal poderá ofertar mais voos e melhorar a experiência do usuário em um dos hubs mais movimentados do Brasil.

Embora o destaque seja São Paulo, o financiamento abrange outros 10 terminais em três estados, promovendo a integração regional:

  • Mato Grosso do Sul: Campo Grande, Ponta Porã e Corumbá.
  • Pará: Santarém, Marabá, Carajás e Altamira.
  • Minas Gerais: Uberlândia, Uberaba e Montes Claros.

Esses investimentos consolidam a infraestrutura necessária para o desenvolvimento do transporte aéreo fora dos grandes eixos, mas é a renovação do Aeroporto de Congonhas que ditará o novo ritmo da malha aérea nacional nos próximos anos.

  • Publicado: 03/02/2026
  • Alterado: 03/02/2026
  • Autor: 12/02/2026
  • Fonte: Pocah