Advogados da tecnologia: o novo profissional do direito

“Gravata dispensada”. Esta é uma das orientações de um dos maiores escritórios de direito de tecnologia de São Paulo, o Pinhão e Koiffman Advogados.

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Outros sinais de que a advocacia praticada neste escritório não segue a linha tradicional e “sisuda” do setor são as contratações realizadas predominantemente via Linkedin; as reuniões semanais de equipe para discussão das últimas inovações tecnológicas no mercado (seja um software, um aplicativo ou um lançamento de celular); e a faixa etária dos novos advogados e suas fortes raízes em tecnologia.

O PK inova no sonho das novas gerações, que deixaram de lado a ambição de se formar em Direito para atuar em ramos tradicionais. Esse sonho está mudando para os novos profissionais, que já cresceram com tecnologia.

Há 13 anos no mercado, o PK nasceu junto com a consolidação da internet no Brasil, que chegou ao País há apenas 18 anos. Para atender gigantes globais da internet e do mercado de software, grandes empresas de telecom, líderes do e-commerce e startups nacionais e internacionais, é preciso uma postura totalmente nova e condizente com esse setor. Por isso, trabalhar neste escritório é advogar de forma bem diferente.

Luiza Balthazar é um exemplo desse novo jeito de praticar advocacia. Jovem, com apenas 23 anos de idade, Luiza vem de Santa Catarina, é trilíngue, tem formação em Direito e administração de empresas e bagagem em pesquisas no setor de tecnologia, incluindo laboratórios de engenharia. A advogada responde pelos mais variados assuntos de internet e tecnologia do escritório.

LINKEDIN E MANICURE
A maioria dos profissionais do escritório, incluindo Luiza, foi recrutada via redes sociais, como o Linkedin. “Estamos diante de perfis que não foram customizados de acordo com as empresas para as quais o profissional está aplicando”, diz Nelson Koiffman, sócio do PK. “Além disso, já mostra a afinidade do advogado com ferramentas tecnológicas de relacionamento, o que é fundamental para o nosso dia a dia”.

No PK, as advogadas têm manicure à disposição e outros mimos que reduzem o stress e a perda de tempo. As reuniões são informais e discutem assuntos diversos de maneira opinativa, contribuindo e gerando ideias para posicionamentos em ações. “As reuniões permitem que possamos ter contato com as novidades do mercado, desde implicações jurídicas dos novos negócios e tecnologias até os casos de conflitos já existentes. É um momento de crescimento profissional e ainda nos ajuda a antecipar as demandas dos clientes.”, conta Luiza.

ÁREA DE TI
Graças à vocação tecnológica do PK, os advogados têm oportunidade de lidar com o assunto independentemente de sua área de atuação. Mesmo tenho espacializações diversas como em tributário, societário, M&A, direito hospitalar ou contratual, há a possibilidade de navegar por todas essas tendo foco em TI. “Estamos sempre preparados para lidar com tudo que for completamente novo. São poucos no Direito que podem se posicionar desta maneira. Somos o Direito do futuro”, finaliza Nelson.