Advogada relata caso inusitado de guarda de bebê reborn
Disputa judicial por guarda de boneca reborn levanta questões sobre novas famílias e direitos emocionais.
- Publicado: 20/01/2026
- Alterado: 15/05/2025
- Autor: Redação
- Fonte: Farol Santander São Paulo
Em um relato que rapidamente se tornou viral nas redes sociais, a advogada Suzana Ferreira compartilhou sua experiência ao atender uma cliente que buscava judicializar a divisão de guarda e despesas referentes a uma boneca reborn. Este episódio levanta questões profundas sobre as implicações legais e sociais que surgem com o avanço da sociedade contemporânea.
“Não se trata de uma piada. Hoje atendi uma mãe de uma bebê reborn e quero compartilhar essa experiência, pois acredito que a loucura da sociedade impacta diretamente em nossa profissão. Enfrentamos um aumento nas demandas judiciais relacionadas a novos tipos de relacionamentos e constituições familiares, e é nosso dever tentar ajudar o Judiciário a lidar com essas situações emergentes,” afirmou Suzana em seu post.
A demanda da cliente envolvia a regulamentação de sua relação com a boneca, que para ela representa uma parte significativa de sua vida familiar. “Ela considera que, apesar de se tratar de um objeto, a bebê reborn faz parte da família. O relacionamento não prosperou e o ex-parceiro insiste em continuar a ter contato com a boneca devido ao apego emocional,” explicou Suzana.
A cliente argumentou ainda que não seria possível substituir a boneca por outra, dada a intensidade do vínculo emocional. “Ela considerou justo dividir os custos, já que o investimento na bebê reborn foi significativo e um enxoval foi preparado para ela. Não se trata apenas de querer direitos sobre o convívio com a bebê reborn; trata-se também de dividir as despesas que já foram assumidas,” acrescentou a advogada.
Outro ponto curioso do caso é que a boneca possui um perfil ativo no Instagram, gerando receita através de monetização e publicidade. A outra parte envolvida na disputa manifestou interesse em administrar esse perfil, considerando-o um ativo digital valioso.
“A situação levanta questões relevantes sobre como o Judiciário lidará com essas novas demandas, que são tão reais quanto quaisquer outras. Isso me fez refletir profundamente sobre o estado atual da sociedade. A questão da administração das redes sociais se tornou uma verdadeira preocupação patrimonial,” concluiu Suzana Ferreira.
Em uma nota irônica publicada em sua rede social, a advogada esclareceu: “Não defendemos os direitos de bebês reborns. Questões relacionadas à guarda, pensão alimentícia, visitas e interferências nas redes sociais devem ser discutidas com um psicólogo qualificado.” Esse episódio ressalta não apenas as complexidades do direito familiar moderno, mas também as novas realidades que emergem na intersecção entre tecnologia e emoções humanas.