AdaptaSUS recebe R$ 9,8 bilhões para obras de adaptação

Medidas anunciadas por Padilha incluem infraestrutura resiliente e regulação da carreira sanitária.

Crédito: Carolina Antunes/MS

Impulsionando o AdaptaSUS, o Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, confirmou neste domingo (30) um aporte financeiro significativo para o setor. Durante o 14º Congresso Brasileiro de Saúde Coletiva (Abrascão), foi anunciado o investimento de R$ 9,8 bilhões destinado a obras de adaptação no Sistema Único de Saúde (SUS). As ações focam na construção de novas unidades e na compra de equipamentos capazes de suportar eventos climáticos extremos.

Este plano estratégico, que foi introduzido durante a COP30, visa preparar a rede pública para os desafios ambientais futuros. O AdaptaSUS estabelece um cronograma robusto com 27 metas e 93 ações específicas que devem ser executadas até o ano de 2035, garantindo a continuidade da assistência em cenários críticos.

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Crise climática e saúde pública

A necessidade de implementar o AdaptaSUS surge de dados alarmantes sobre a infraestrutura global. Padilha ressaltou a urgência do tema ao conectar diretamente o meio ambiente à assistência médica.

“A crise climática é um problema de saúde pública. Hoje, no mundo, um a cada 12 hospitais paralisa as atividades por causa de eventos climáticos extremos. Para nós, debater saúde e clima é uma questão de equidade. Precisamos de um sistema que se antecipe, responda e se adapte às mudanças climáticas para garantir atendimento a todos”, afirmou o ministro.

Valorização do sanitarista

Além dos investimentos em infraestrutura previstos pelo AdaptaSUS, a agenda ministerial incluiu avanços trabalhistas. Padilha assinou portarias para a criação da Comissão Técnica de Registro Profissional e do Comitê de Acompanhamento de Formação da Profissão do Sanitarista.

Baseadas na Lei nº 14.725/2023, essas instâncias definirão critérios de formação e organizarão o registro digital da categoria. Sobre a medida, Padilha declarou:

“Valorizar o sanitarista é reconhecer a essência do SUS. Hoje, juntamente com a Abrasco, iniciamos a regulamentação da profissão no âmbito do Ministério da Saúde. É um processo coletivo de definição de critérios, que representa um avanço significativo para a saúde coletiva”.

Infraestrutura resiliente e ética em pesquisa

Como parte das estratégias que complementam o AdaptaSUS, foi lançado o Guia Nacional de Unidades de Saúde Resilientes. O documento orienta a adequação de UBS, UPAs e hospitais, integrando o Novo PAC Saúde com normas de autonomia energética e hídrica. Um grupo técnico com especialistas da Fiocruz, Anvisa e OPAS detalhará essas diretrizes.

Outra novidade foi a criação da Instância Nacional de Ética em Pesquisa (INAEP). A nova estrutura moderniza a análise ética de estudos com seres humanos no Brasil, reduzindo burocracias e alinhando o país às melhores práticas internacionais de pesquisa clínica. Também foram formalizados atos do FormaTec-SUS e a integração dos programas Mais Médicos.

Os pilares do programa de adaptação

O escopo do AdaptaSUS é abrangente, reunindo medidas de curto a longo prazo. O programa foca no fortalecimento de sistemas de alerta, ampliação da vigilância sanitária e obras em áreas vulneráveis.

Os recursos garantidos pelo AdaptaSUS visam assegurar a operação das unidades de saúde, financiar ciência e tecnologia, e promover a participação social e a educação ambiental, preparando o Brasil para o enfrentamento de eventos extremos.

  • Publicado: 20/01/2026
  • Alterado: 20/01/2026
  • Autor: 30/11/2025
  • Fonte: MIS Experience