ACSP: 35% dos comerciantes paulistanos dizem que crise hídrica já afeta receitas
Pesquisa feita pela ACSP mostra que, no geral, 35% dos comerciantes da capital paulista ouvidos dizem que a crise hídrica está "prejudicando muito" o faturamento
- Publicado: 29/01/2026
- Alterado: 13/02/2015
- Autor: Redação
- Fonte: FERVER
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Segundo a Associação Comercial de São Paulo, em alguns setores, esse porcentual chega a 60%.
O levantamento mostra também que, para 39% dos entrevistados, a falta de água está aumentando muito os custos e que 42% pensam em demitir funcionários, caso a crise continue ou se agrave, enquanto 14% já demitiram.
Em alguns segmentos, a intenção de promover cortes chega a 80%. O levantamento revela ainda que 38% dos comerciantes entrevistados pretendem reduzir o horário de funcionamento, 26% em mudar de cidade e 19% cogitam fechar seus estabelecimentos em razão da falta de água que afeta a capital paulista.
As entrevistas foram realizadas entre os dias 9 e 10 de fevereiro, com 438 empresas de 12 setores. A ACSP afirma que o objetivo da pesquisa é ser um “termômetro” que mostre de que forma a falta d’água afeta as empresas e auxilie autoridades e comerciantes numa atuação a longo prazo.
A pesquisa mostra que o impacto da falta de abastecimento é maior para alguns setores do que para outros. Os que se dizem mais atingidos são mercados, bares e lanchonetes, restaurantes, postos de gasolina e lava-jatos.
Em todos eles, 60% dos proprietários afirmaram que a falta de água está prejudicando muito o faturamento. Nas padarias e salões de beleza, esse porcentual é de 54% e 52%, respectivamente.
Os segmentos que se dizem menos afetados são escritórios de contabilidade e de advocacia, papelarias e editoras e instituições de ensino em geral. Já entre os proprietários que pretendem demitir, o maior porcentual é dos donos de bares e restaurantes (80%).
Entre os proprietários de restaurantes e de padarias, 65% e 64% cogitam fazer cortes de funcionários caso a crise hídrica se agrave, respectivamente. Nos mercados, 53% planejam demitir.
Os proprietários de escritórios de contabilidade e advocacia são os que menos pensam em demitir. O setor e o segmento de papelaria foram os únicos que disseram que não demitiram ainda por conta da crise hídrica.