Ação previne Febre Maculosa em Diadema
Técnicos colhem amostras de sangue de cães e, após os resultados, orientam os munícipes sobre os cuidados a serem tomados
- Publicado: 13/02/2026
- Alterado: 06/12/2016
- Autor: Redação
- Fonte: Sorria!,
Nos dias 7, 12 e 13 de dezembro a Prefeitura de Diadema realizará uma ação para prevenir a transmissão da Febre Maculosa. Equipes formadas por veterinários e agentes de endemias do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) colherão amostras de sangue de cães da Vila Paulina para saber se os animais estão em contato com a bactéria Rickettsia rickettsii, causadora da doença.
A transmissão aos seres humanos acontece pela picada do carrapato, da espécie Amblyomma aureolatum, e pode levar à morte, pois é uma doença grave e de difícil diagnóstico. Após a coleta de sangue dos animais, as amostras são levadas para análise no Laboratório de Zoonoses de São Paulo/ Coordenação de Vigilância em Saúde (Covisa) para conclusão do inquérito sorológico. O soro do sangue é analisado para detectar a presença de anticorpos para a bactéria. O resultado fica pronto dentro de dois meses e os técnicos do CCZ voltam ao bairro para dar o resultado aos moradores e orientá-los sobre os cuidados a serem tomados.
A febre maculosa é uma infecção aguda causada pela bactéria Rickettsia rickettsii. Os principais sintomas são febre alta – 39 ou 40 graus – dores de cabeça, no corpo, garganta ou abdômen, manchas vermelhas na pele, urina escura, alterações respiratórias. Ao apresentar os sinais, os munícipes devem procurar o serviço de saúde e informar ao médico que teve contato com o carrapato ou vive em área de transmissão.
No bairro, há aproximadamente 350 cães. O bairro Vila Paulina fica próximo da região da mata, onde há maior risco do animal contrair a doença, e compreende o Sítio Joaninha e Sítio do Caqui.
Cuidados
Como a febre maculosa é transmitida pelo carrapato infectado pela bactéria, é importante não deixar que a pessoa ou o animal de estimação fiquem expostos ao carrapato. Alguns cuidados podem ajudar a prevenir a doença. São eles:
– Não deixar os cães saírem sozinhos à rua, porque eles podem ir para a mata;
– Se a casa é dentro da área de mata, manter sempre os cães com coleira contra carrapatos dentro da data de validade;
– Sempre verificar se cães e gatos estão com carrapatos. Se tiver, tirar com pinça (nunca com as mãos nuas) e entregar na UBS de referência com nome e endereço. Isso possibilita identificação do carrapato no CCZ;
– Os gatos, se forem castrados desde cedo, não pegarão o hábito de sair, consequentemente, não trarão carrapatos da mata para dentro de casa.
Serviço:
Centro de Controle de Zoonoses
Rua Ipoá, 40 – Jardim Inamar
Tel.: 0800 7710963
Atendimento de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h.