Abril pra Dança leva programação indígena às Casas de Cultura
Evento gratuito ocupa Centros Culturais e Casas de Cultura com oficinas, rituais e apresentações que celebram a ancestralidade indígena ao longo de abril
- Publicado: 10/04/2026 10:59
- Alterado: 10/04/2026 10:59
- Autor: Daniela Penatti
- Fonte: Secretaria Municipal de Cultura e Economia Criativa
A programação do “Abril pra Dança” começa neste sábado (11) e leva uma série de atividades com temática indígena para os Centros Culturais e Casas de Cultura da cidade de São Paulo. Promovido pela Prefeitura, por meio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa, o evento propõe uma imersão em manifestações tradicionais que unem dança, espiritualidade e saberes ancestrais nas Casas de Cultura.
Oficinas e vivências abrem programação nas Casas de Cultura
A abertura acontece no Centro Cultural Teatro Flávio Império com a atividade “Maracá: A vibração ancestral”. A experiência conduzida pelo povo Fulni-ô apresenta inicialmente um panorama cultural e, na sequência, promove oficinas de artesanato, grafismos, dança e canto. A programação tem início às 16h e marca o começo das atividades nas Casas de Cultura.
Rituais e apresentações conectam público à ancestralidade

No domingo (12), o público poderá acompanhar a apresentação “Toré”, do Grupo Multiétnico Filhos. A atividade reúne dança, ritual e espiritualidade em uma manifestação que busca conectar o público à natureza, aos ancestrais e ao território. Com o som de maracás e cânticos em idiomas como Guarani, Tupi, Pankararu, Pankararé, Timbira e Guajajara, o espetáculo começa às 15h, reforçando a proposta de integração cultural nas Casas de Cultura.
Contação de histórias destaca saberes tradicionais
A programação segue na quinta-feira (16), no Centro Cultural Tendal da Lapa, com o evento “Resistência Multiétnica”. A atividade apresenta contação de histórias baseada na tradição oral indígena, abordando temas como a relação com a natureza, o cuidado coletivo, o respeito e a espiritualidade dos povos originários. A ação começa às 14h e amplia o alcance das iniciativas culturais nas Casas de Cultura.
Apresentações seguem até o fim do mês
No dia 18, a Casa de Cultura Ipiranga recebe o grupo Sabuká Kariri Xocó, que apresenta um ritual ancestral com dança, música e jogos tradicionais do povo Kariri Xocó, a partir das 14h. Já no dia 23, às 10h, a apresentação “Resistência Multiétnica” retorna no Centro Cultural da Juventude Ruth Cardoso.
Ao longo de todo o mês, o “Abril pra Dança” reafirma o papel das Casas de Cultura como espaços de valorização da diversidade, promovendo o encontro entre o público e as expressões artísticas dos povos indígenas em diferentes regiões da capital paulista.
Serviço
Atração: Maracá: A vibração ancestral
Quando: sábado (11), das 16h às 17h
Onde: Teatro Flávio Império | R. Prof. Alves Pedroso, 600 – Cangaíba
Sinopse: Uma vivência cultural imersiva que proporciona ao público uma experiência única com o povo Fulni-ô. Iniciando sempre com uma apresentação introdutória sobre nossa cultura e dando sequência por meio de uma oficina de produção do Mararcá, vivenciaremos artesanato, grafismos, danças e cantos na língua Yathê, trabalhando sempre em roda, o momento do feitio também é utilizado para conversar sobre as dúvidas e curiosidades referente à etnia. O projeto busca promover o conhecimento e a valorização das tradições e da resistência indígena. O repertório do grupo pode ser adaptados conforme público e carga horária disponível. Nesse momento enviamos tendo como parâmetro uma versão com 2 horas de duração. Com foco na oralidade e no fortalecimento dos laços culturais, esta atividade oferece uma oportunidade de diálogo, troca e reflexão sobre a identidade, história e desafios enfrentados pelos Fulni-ô, destacando a importância da preservação da língua e das práticas sustentáveis.
Atração: Toré | Grupo Multiétnico Filhos
Quando: domingo (12), das 15h às 16h
Onde: Casa de Cultura Municipal Vila Guilherme
Sinopse: O grupo Toré Filhos desta Terra apresenta o Toré, manifestação indígena que reúne dança, ritual e espiritualidade, conectando os participantes com a natureza, os ancestrais e o território. A apresentação traz pisadas firmes no solo sagrado, o som dos maracás marcando o ritmo e cânticos em línguas originárias como Guarani, Tupi, Pankararu, Pankararé, Timbira e Guajajara. Durante a vivência, o público é convidado a formar uma roda, dançando e cantando junto.
Atração: Resistência Multiétnica
Quando: quinta (16), das 14h às 15h
Onde: Centro Cultural Tendal da Lapa | Rua Guaicurus, 1100 – Água Branca
Sinopse: A atividade propõe uma contação de histórias baseada na tradição oral indígena, trazendo narrativas ancestrais que abordam a relação com a natureza, os animais, o cuidado coletivo, o respeito e a espiritualidade dos povos originários.
Por meio da oralidade e da interação com as crianças, Iradzú, Akeyse e Pedro
Pankararé criam um espaço lúdico e educativo, onde as histórias funcionam como
instrumentos de aprendizagem, imaginação e valorização das culturas indígenas.
Atração: Dançar em roda com Maraca as Brincadeiras de Curar
Quando: 18 de abril, das 14h às 15h
Onde: Casa de Cultura Municipal Ipiranga
Sinopse: O Sabuká Kariri Xocó apresenta um ritual ancestral de dança, música e brincadeiras, voltado à cura e à celebração da cultura indígena. Através do som do maracá, o grupo conduz cantos, danças e jogos tradicionais da tradição Kariri Xocó, reverenciando a Mãe Terra, os elementos da natureza e tudo o que é sagrado, promovendo equilíbrio físico e espiritual para todos os participantes. Sob a orientação do pajé, os rituais do projeto “Vamos Brincar para Curar” propiciam uma vivência imersiva na ancestralidade e nos saberes do povo Kariri Xocó.
Atração: Resistência Multiétnica – Apresentação Cultural Indígena
Quando: 23 de abril, das 10h às 11h
Onde: Centro Cultural da Juventude | Ruth Cardoso, Av. Dep. Emílio Carlos, 3641 – Vila Nova Cachoeirinha
Sinopse: A apresentação reúne cantos tradicionais, danças rituais, músicas ancestrais e falas dos povos Fulni-ô, Kariri-Xocó, Pankararé e Guarani. Cada povo compartilha expressões culturais próprias, como o Toré, cantos sagrados e manifestações corporais que representam sua história, espiritualidade e modos de vida.