ABEME inicia estudo para criação de Manual Gospel para Sexshops

Pastores e cristãos estão convidados para orientar a ABEME durante a pesquisa

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Nas últimas semanas uma polemica foi levantada relacionada aos produtos eróticos de sexshops e a religião: Então pessoas evangélicas podem usar produtos sensuais? Antes de debater esta questão, é importante frisar que o sexshop nasceu como uma loja de ajuda marital, ou seja, a ideia desde o inicio foi orientar os casais unidos maritalmente.

Pensando em quebrar alguns paradigmas a ABEME (Associação Brasileira de Empresas do Mercado Erótico Sensual) iniciou um estudo com os distribuidores e vendedores de produtos para evangélicos e convida pastores, e cristãos interessados em conjuntamente criar um manual para orientar o comércio de produtos íntimos dentro dos preceitos bíblicos, pensando em qualidade, saúde e na união do casal com respeito e amor.

“É preciso haver uma capacitação apropriada dos profissionais do setor para atender este público (evangélico). São necessários conhecimentos sobre sexualidade humana, um estudo profundo sobre produtos íntimos, sensuais e eróticos (sob a ótica de qualidade, benefícios e usos), e principalmente sobre a palavra (Bíblia)”, explica Paula Aguiar, presidente da ABEME.

Estes três pilares precisam ser debatidos dentro da comunidade evangélica cristã, antes de iniciar qualquer negócio. A demanda é grande por parte dos fiéis, que tem buscado nos produtos o fortalecimento do amor conjugal, para a união do casal e consequentemente da família.

Atualmente os maiores consumidores de produtos sensuais, eróticos ou íntimos no Brasil são as mulheres e o que mais elas consomem são produtos que só podem ser usados a dois e que em 90% dos casos não tem nenhuma conotação pornográfica. Isto tem um significado muito grande sobre o que é o mercado de sexshops no Brasil.

O erotismo e a sensualidade não estão diretamente ligado a pornografia “Higiene, saúde e o amor entre o casal movimentava a primeira sexshop do mundo (Alemanha 1962). A pornografia (filmes e imagens explicitas) foi o prato principal quando o negócio chegou nos EUA, numa época de liberação do sexo (década de 70)”, complementa Paula Aguiar.

  • Publicado: 29/01/2026
  • Alterado: 29/01/2026
  • Autor: 02/05/2013
  • Fonte: FERVER