Abastecimento de água em SP: O Impacto da falta de energia

Sabesp informa que diversas regiões da Capital e Grande SP ainda sofrem com a interrupção no abastecimento de água devido à falta de eletricidade

Crédito: Rovena Rosa/Agência Brasil

A Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) informou, em boletim divulgado nesta quinta-feira (11/12), que os efeitos dos temporais registrados na terça e quarta-feira (9 e 10/12) ainda se fazem sentir em diversas localidades. A queda de energia elétrica, provocada pelas chuvas e vendavais, tem sido o principal entrave para a retomada completa do abastecimento de água em parte da Capital e em municípios da Região Metropolitana de São Paulo.

O problema central reside na dependência da eletricidade para a operação das estações de bombeamento. Sem energia, é impossível impulsionar a água dos reservatórios para as residências. A Sabesp esclarece que, por conta da interligação do sistema, a paralisação das estações de bombeamento e reservatórios em uma área específica acaba afetando, de forma indireta, bairros vizinhos que dependem das mesmas infraestruturas.

Lentidão na recuperação: Cidades da Grande SP continuam com abastecimento crítico

Torneira - Água - São Bernardo
Pedro França/Agência Senado

Ainda que o trabalho das concessionárias de energia tenha permitido a retomada do serviço em algumas áreas, o abastecimento de água segue com dificuldades em muitos locais. A volta do fornecimento é um processo gradual e, em alguns pontos, ainda sequer foi iniciado devido à persistência da falta de eletricidade.

Regiões com abastecimento em retomada

Divulgação/Freepik

A notícia positiva é que o fornecimento de energia foi restabelecido em bairros como Carrão, Morumbi, Parque Savoy, Sacomã, Tucuruvi e Vila Mariana, na capital paulista. Na Grande São Paulo, a eletricidade também voltou a localidades como Atalaia (Cotia), Vila Iracema (Osasco), São Gonçalo (Mairiporã) e Capital Ville (Cajamar).

Nesses locais, o bombeamento de água pôde ser reiniciado. Contudo, é fundamental que a população compreenda que a normalização do abastecimento de água não é instantânea. O processo é gradativo, e áreas mais elevadas ou mais distantes dos reservatórios serão as últimas a terem a pressão do sistema totalmente restaurada.

Áreas que seguem totalmente afetadas

A situação continua crítica para regiões onde o fornecimento de energia para os sistemas de abastecimento segue suspenso. Na capital, as localidades que permanecem sem a eletricidade necessária para o bombeamento são: Americanópolis, Cangaíba, Parelheiros, Parque do Carmo, Vila Clara, Vila Formosa e Vila Romana.

Na Região Metropolitana, as cidades que continuam totalmente impactadas são Itapecerica da Serra, Mauá e Santa Isabel. Em Santo André, o fornecimento está instável, o que impede a operação plena das bombas. Além disso, a interrupção afeta parcialmente bairros em:

  • São Bernardo do Campo: Baeta Neves.
  • Guarulhos: Pimentas.
  • Cajamar: Polvilho e São Benedito.
  • Mairiporã: Irara Branca, Vila Machado, Capuavinha e encosta da Cantareira.
  • Francisco Morato: Jardim Arpoador.
  • Caieiras: região central.

A dinâmica da recuperação: Por que a água demora mais que a luz?

O longo período de inatividade das bombas gerou um grande impacto no sistema. A Sabesp enfatiza que a volta do abastecimento de água opera em uma dinâmica diferente da elétrica. Enquanto a eletricidade retorna quase instantaneamente, a água precisa percorrer as tubulações, metro a metro, reabastecendo as caixas-d’água de cada imóvel no caminho.

“Diferentemente da eletricidade – que volta na velocidade da luz – a água precisa ir percorrendo todo o caminho das tubulações, imóvel a imóvel,” esclareceu a Companhia. Quanto maior o tempo de interrupção, maior a demanda reprimida, o que torna a recuperação do abastecimento de água mais lenta e demorada.

A orientação é clara: a Sabesp pede aos clientes que façam um consumo consciente da água que está armazenada nos reservatórios domiciliares até que os sistemas estejam completamente normalizados. A posse de caixa-d’água, conforme exigido pelo Decreto Estadual 12.342/78, é o principal fator que minimiza os efeitos de uma paralisação como esta. Para situações de extrema urgência, como em unidades de saúde e de ensino, o atendimento emergencial está sendo feito por meio de caminhões-pipa.

A Companhia segue à disposição para mais informações ou para o atendimento de ocorrências pelos canais: 0800-055-0195 (ligação gratuita), WhatsApp oficial (11) 3388-8000 (mensagem de texto) ou pela Agência Virtual no site www.sabesp.com.br.

  • Publicado: 29/01/2026
  • Alterado: 29/01/2026
  • Autor: 11/12/2025
  • Fonte: FERVER