A Feira do Livro debate noite paulistana e telas em SP
Com debates sobre a noite paulistana, uso de telas na infância e oficinas gratuitas, A Feira do Livro movimenta a Praça Charles Miller
- Publicado: 02/06/2026 16:42
- Alterado: 02/06/2026 16:42
- Autor: Daniela Ferreira
- Fonte: Assessoria
A quinta edição d’A Feira do Livro 2026 chega ao seu quarto dia nesta terça-feira, 2 de junho, consolidando a Praça Charles Miller, no Pacaembu, como o epicentro do debate cultural paulistano. Com mais de 100 autores convidados e cerca de 240 atividades gratuitas programadas até o dia 7 de junho, o festival é uma realização da Associação Quatro Cinco Um, da Maré Produções e do Ministério da Cultura, por meio da Lei Rouanet.
Nos dias úteis, os portões abrem às 14h e as atividades se estendem até as 21h. Toda a programação tem entrada gratuita, e a organização disponibilizou um serviço de transporte de vans gratuito (oferecido pela Motiva) fazendo o trajeto de ida e volta entre a estação Paulista do metrô e o Pacaembu.
Destaques do Palco da Praça

O palco principal da Feira do Livro inicia seus trabalhos a partir das 15h30 com debates de grande apelo biográfico, literário e musical:
- 15h30 – Podcast 451 MHz ao vivo (Dercy, Diva Debochada): A jornalista Adriana Negreiros conversa com a poeta Bruna Beber sobre a trajetória, a irreverência e o impacto cultural da atriz e humorista brasileira Dercy Gonçalves.
- 17h00 – Clube de Leitura Japan House: Uma parceria especial com a Japan House São Paulo traz a cineasta Marina Person para debater a obra Doce Tóquio, do autor Durian Sukegawa, com mediação de Natasha Barzaghi Geenen e Paulo Werneck.
- 19h00 – Retratos da Noite Paulistana: Os jornalistas e escritores Camilo Rocha e Gaía Passarelli evocam memórias musicais da noite de São Paulo. A mesa toma como ponto de partida os livros Bate-estaca (focado no movimento de DJs, drag queens e clubbers) e Deslumbre. A mediação fica por conta de Laura Pereira Lima.
Formação Infantil e o Alerta Sobre Telas

O Espaço Rebentos, dedicado ao público infantojuvenil e aos educadores, promove oficinas práticas na primeira metade da tarde e fecha o dia com um debate crucial sobre comportamento e tecnologia na infância.
Às 14h30, o MAM Educativo comanda a Oficina de Zines, explorando técnicas de colagem e diagramação livre. Logo depois, às 16h, o Instituto Tomie Ohtake realiza a oficina Minilivro-floresta, voltada para professores e educadores interessados em processos de encadernação e escrita lúdica.
Às 17h30, o espaço recebe o bate-papo “A Geração Incrível”. A jornalista Laura Mattos media a conversa entre a escritora Claudia Alaminos e a pesquisadora Lia Ludwig sobre os impactos psicológicos do uso excessivo de telas por crianças e adolescentes, usando como base os estudos de Jonathan Haidt e Catherine Price.
Debates Paralelos nos Tablados Literários
As tendências de mercado, representatividade e as intersecções artísticas ganham força nos tablados espalhados pela praça a partir das 14h20:
- Tablado Bubu (17h) – Gramáticas do Vestir: A pesquisadora Carolina Casarin (O Guarda-Roupa Modernista) e a curadora Hanayrá Negreiros (Negras Maneiras de Vestir) debatem os cruzamentos entre moda, literatura e pensamento crítico.
- Espaço Motiva (14h20) – Representatividade Negra: As autoras Mira Silva e Neide Almeida discutem a importância de personagens e perspectivas negras na construção da identidade na literatura infantil.
- Tablado Mário de Andrade (15h40) – Entre o Colo e o Fogo: Os escritores Elizandra Souza e Jairo Pereira conversam sobre a escrita como uma prática de cura, oralidade e experiência coletiva.