90% dos prefeitos eleitos nos municípios paulistas prometeram investir em gestão com ênfase digital

No próximo dia 10 de abril, os prefeitos eleitos em 2024 completam os primeiros 100 dias no cargo. A marca simbólica, tradicionalmente usada para avaliar os primeiros passos de uma gestão

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No próximo dia 10 de abril, os prefeitos eleitos em 2024 completam os primeiros 100 dias no cargo. A marca simbólica, tradicionalmente usada para avaliar os primeiros passos de uma gestão, é também um momento oportuno para relembrar compromissos assumidos ainda na campanha. E um deles aparece de forma contundente: a digitalização da máquina pública.

Para se ter uma ideia, um levantamento feito pela Betha Sistemas mostrou que 90% dos prefeitos eleitos nos municípios paulistas com mais de 200 mil eleitores prometeram investir em uma gestão com ênfase digital.

Mais que uma promessa de campanha, a digitalização da gestão pública representa uma necessidade concreta diante dos desafios enfrentados por quem assume uma prefeitura. Além de tornar os processos mais ágeis e transparentes, ela permite que prefeitos e secretários tenham acesso a informações centralizadas, atualizadas e confiáveis. Também facilita o atendimento ao cidadão, que passa a contar com canais digitais para acessar serviços e resolver demandas, reduzindo a pressão sobre o atendimento presencial.

No entanto, embora o processo de digitalização das administrações públicas avance em grandes centros, o cenário nacional ainda é desafiador. De acordo com o Índice de Governança Municipal (IGM-CFA), divulgado em 2023 pelo Conselho Federal de Administração, apenas cerca de 30% dos municípios do país possuem sistemas integrados que permitem o cruzamento de dados em tempo real — um recurso essencial para uma gestão pública mais eficiente e conectada.

Neste contexto, o estudo feito pela Betha Sistemas traz dados positivos, ao demonstrar uma clara disposição de novos gestores em avançar na modernização das prefeituras. Em Jundiaí, por exemplo, o plano de governo previu um “governo 100% digital”, com foco em dados integrados e automação de serviços. Santo André propôs a criação de um hub digital de atendimento e gestão, enquanto São Paulo apostou na ampliação do SP156 e na interoperabilidade entre órgãos. Já cidades como Osasco, Barueri, Campinas e Taubaté detalharam ações que envolvem desde o uso de aplicativos até a digitalização completa de processos tributários e orçamentários.

Completados os 100 primeiros dias de gestão, os prefeitos têm agora a oportunidade de consolidar as bases do que será feito nos próximos quatro anos — e a digitalização precisa estar no centro desse planejamento para que deixe de ser promessa e passe a ser ação concreta.

A modernização da máquina pública não é apenas uma resposta à burocracia, mas uma estratégia para melhorar a entrega de serviços, facilitar a vida do cidadão, economizar recursos e garantir maior controle e transparência sobre a administração.

É importante lembrar que essas ações não exigem, necessariamente, grandes obras ou investimentos complexos. Em muitos casos, os avanços vêm da modernização de processos já existentes, da integração de sistemas e da adoção de ferramentas que tornam a gestão mais inteligente e eficiente. Soluções tecnológicas acessíveis, seguras e escaláveis estão disponíveis no mercado e podem ser implementadas de forma gradual, respeitando as realidades de cada município. Mais do que nunca, é hora de sair do discurso e avançar na execução. A tecnologia pode — e deve — ser uma aliada dos prefeitos que querem governar com inteligência, proximidade e responsabilidade.

  • Publicado: 13/02/2026
  • Alterado: 13/02/2026
  • Autor: 09/04/2025
  • Fonte: Sorria!,