77ª Festa de Nossa Senhora do Pilar atrai 15 mil pessoas
O evento, entre os mais tradicionais do Estado de São Paulo, ofereceu programação cultural gratuita valorizando raízes regionais
- Publicado: 13/02/2026
- Alterado: 06/05/2013
- Autor: Redação
- Fonte: Sorria!,
A Estância Turística de Ribeirão Pires recebeu, no último final de semana, centenas de moradores e visitantes na 77ª Festa de Nossa Senhora do Pilar. Cerca de 15 mil pessoas circularam nas imediações da Igreja que recebe o nome da Santa, e visitaram a Capela, durante os quatro dias de festividades – 1º, 03, 04 e 05 de maio.
Além da Igreja de Nossa Senhora do Pilar, que por sua história e características – 300 anos completos em 2014 e patrimônio histórico tombado – é atrativo da festa, a programação cultural também ganhou o público.
O evento, que teve início no Dia do Trabalho, com missa do Padre José Silva, abriu espaço para artistas da região, como o grupo Orbe, com seus instrumentos tradicionais produzidos artesanalmente e músicas que resgatam a popularidade brasileira. Nessa lista também estão incluídos o grupo folclórico Catira AZ de Ouro e a Orquestra de Violeiros e Berranteiros de Mauá.
Grandes atrações do cenário nacional também prestigiaram a festa. No dia 1º, o Padre Antonio Maria reuniu centenas de fieis durante apresentação. No sábado, dia 04, foi a vez da dupla Cezar & Paulinho. A programação cultural deste ano terminou ao som de Roger & Rogério.
Anna de Lourdes Vieira, de 82 anos, moradora de Santo André, repetiu tradição que realiza há mais de 40 anos. “Não perco nenhum ano. Venho em agradecimento, pois fiz uma promessa para ajudar meu marido e fui atendida”, conta a devota. “Na primeira vez que visitei a Igreja, estava com meu compadre, que me contou a história da Capela, que foi erguida há muito tempo por um fiel que teve graças atendidas pela Santa”, lembrou Anna.
Entre os visitantes de primeira viagem está Marina Alves, 19 anos, moradora de Santo André. “Gostei das atrações musicais e do ambiente familiar da festa”, contou.
A programação incluiu opções para todas as idades, desde atividades ao público infantil até missas na capela, shows para jovens visitantes e missas campal e na capela que atraíram, em grande maioria, o público adulto e idoso.
“A Festa do Pilar é mais do que uma simples celebração. É uma tradição que reúne todos os anos centenas de fiéis, visitantes e moradores em um dos locais mais importantes na história da cidade, a Igreja do Pilar. O Poder Público está investindo cada vez mais em eventos que resgatam as raízes da cultura ribeirãopirense e que criam oportunidades de lazer e entretenimento a todos os que prestigiam festas como esta”, declarou o prefeito da Estância, Saulo Benevides.
Moradores de Ribeirão Pires também aproveitaram a programação. Foi o caso de Regiane Aparecido Vido, 39 anos. Acompanhada pelo filho Renan, de 08 anos, e de familiares, a moradora do Santa Luzia, local próximo ao local do evento, considera a Festa de Nossa Senhora do Pilar uma tradição. “Acho muito importante que a cidade mantenha uma festa como essa e resgate o principal, que é a história deste lugar”, disse.
Sobre a programação, Regiane diz ter aprovado as atrações deste ano, inclusive as apresentações principais. “Shows como esse, do Padre Antonio Maria, também atraem muitas pessoas de fora da cidade, o que é interessante para que conheçam a história da Igreja e região”, opinou.
Igreja de Nossa Senhora do Pilar, de 1.714, é patrimônio tombado da história e cultura
Quase 300 anos depois da construção da capela, patrimônio de Ribeirão Pires, moradores se reúnem anualmente para celebrar festa em homenagem à Nossa Senhora do Pilar.
Apesar de existirem várias vertentes explicando a construção da Capela, localizada na Avenida Santa Clara, em Ribeirão Pires, não existe qualquer dúvida sobre a importância enquanto marco para toda a região, uma vez que ao seu redor surgiram os primeiros núcleos habitados da cidade, segundos relatos históricos.
Pesquisas indicam que a igreja, em taipas de pilão, com 40 cm de espessura, foi erguida em 1.714 pelo Capitão Mor Antônio Corrêa de Lemos, e abençoada pelo Frei Pacífico, no dia 25 de março daquele ano.
A construção da capela deu origem a um pequeno povoado às margens do rio Guapituba e próximo a sua nascente, que alguns denominavam de Geribatiba. Registros apontam que a construção da igreja ocorreu, inicialmente, entre 1.549 e 1.550, sofrendo posteriormente várias reformas e modificações.