70% usam redes sociais para se informar mas só 17% confiam
Pesquisa da PYXYS aponta que 70% dos brasileiros se informam online, mas apenas 17% acreditam na veracidade do conteúdo das plataformas.
- Publicado: 15/01/2026
- Alterado: 06/01/2026
- Autor: Redação
- Fonte: Fever
As redes sociais consolidaram-se como a principal vitrine de informação para 7 em cada 10 brasileiros, segundo dados inéditos da PYXYS. A mediatech, em parceria com a Opinion Box, revela um cenário contraditório: embora o consumo seja massivo e diário para 90% da população, a credibilidade dessas plataformas permanece baixa.
Apenas 17% dos usuários afirmam confiar no conteúdo consumido nesses ambientes digitais. Em contrapartida, os veículos tradicionais mantêm sua autoridade. O levantamento indica que quase 90% dos entrevistados consideram portais de notícias, jornais, rádio e TV como fontes mais seguras.
Para Andrés Bruzzone, CEO da PYXYS, o uso intenso das redes sociais democratizou o acesso à notícia, mas não transferiu a reputação.
“A gente percebe que, quando o portal é confiável, o leitor volta. É simples assim. Um conteúdo bem feito, claro e correto faz a pessoa querer se informar de novo, e isso mantém a audiência”, explica o executivo.
O paradoxo da influência nas redes sociais
Apesar da desconfiança quanto à veracidade, a presença digital molda comportamentos de compra. O estudo mostra que 85,6% dos brasileiros já foram influenciados por conteúdos editoriais ao tomar decisões de consumo.
A reputação do canal é decisiva. Para 74% dos participantes, a confiança no portal é um fator crucial antes de clicar em publicidade. Além disso, 64% interagem mais com anúncios quando há coerência entre a matéria e a propaganda, algo que muitas vezes se perde na dispersão das redes sociais.
Bruzzone destaca que a credibilidade converte em resultados financeiros:
“Ao construir conteúdo em parceria com marcas, unindo informação, dados e contexto, criamos experiências que efetivamente ajudam na jornada de compra.”
Existe também um recorte geracional claro. A influência editorial atinge 32,58% dos jovens entre 16 e 24 anos, enquanto apenas 16,67% do público acima de 50 anos admite o mesmo impacto.
Novos formatos e a disputa pela atenção
A retenção do usuário é o novo desafio. Um em cada cinco leitores não termina as matérias que começa, e mais de 40% declaram preferência por textos curtos ou resumos. Isso obriga os publishers a adaptarem sua linguagem, inclusive para competir com a dinâmica veloz das redes sociais.
O audiovisual ganha tração acelerada, competindo diretamente com a televisão tradicional. Dados relevantes do estudo incluem:
- Declínio da TV: 4 em cada 10 pessoas não usam mais a TV para se informar.
- Áudio e Vídeo: Quase 60% preferem podcasts ou vídeos online.
- Instagram: É a fonte líder, usada por 83% dos brasileiros.
- YouTube: Segue com 71% da preferência.
- TikTok: Já é utilizado por quase metade do país para notícias diárias.
Andrés Bruzzone reforça que a estratégia para o futuro não é abandonar o jornalismo clássico, mas integrar qualidade com distribuição inteligente. O executivo defende o investimento em newsletters, podcasts e uma presença estratégica onde o público está.
O segredo está em conectar jornalismo, dados e tecnologia. Dessa forma, é possível garantir rentabilidade para os parceiros e acesso à informação verificada para o público, combatendo a desinformação que circula livremente nas redes sociais.