Pesquisa: 54% dos paulistas querem emagrecimento via SUS
A maioria dos paulistas busca democratização do emagrecimento e faria tratamento pelo SUS após queda de patente da semaglutida
- Publicado: 23/04/2026 13:17
- Alterado: 23/04/2026 13:17
- Autor: Daniela Ferreira
- Fonte: Assessoria
Um levantamento exclusivo realizado pela plataforma TIM Ads em São Paulo revela um cenário de alta expectativa para a democratização dos tratamentos de obesidade. Após a queda da patente da semaglutida (substância base de medicamentos como Ozempic e Wegovy), decidida pelo STJ em março, 54% dos paulistas afirmaram que buscariam o tratamento caso ele fosse disponibilizado pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
A pesquisa contou com a participação de mais de 11 mil clientes da operadora no estado e destaca que, embora 51% nunca tenham utilizado medicamentos para emagrecer, a intenção de adesão futura é de 39%, mesmo em modalidades pagas.
Barreiras e Oportunidades

O estudo mostra que o acesso ao tratamento injetável ainda é restrito, apenas 22% dos entrevistados utilizam essas medicações atualmente. As barreiras para o uso são equilibradas entre diversos fatores:
- Medo de agulhas: 15%
- Custo financeiro: 14%
- Falta de orientação médica: 14%
A queda da patente é vista como um catalisador para a entrada de genéricos e similares, o que deve reduzir preços e converter o desejo de tratamento em acesso real para a população.
Perfil e Hábitos dos Paulistas

O levantamento também traçou um diagnóstico sobre a percepção de bem-estar dos entrevistados, com foco em um público jovem (63% entre 18 e 35 anos):
- Insatisfação: 34% declaram estar insatisfeitos com o peso atual.
- Resiliência: 63% já realizaram algum tipo de dieta ou tratamento ao longo da vida.
- Alimentação: 70% avaliam seus hábitos como saudáveis, mas 66% desejam melhorar ainda mais a relação com a comida.
Para Leonardo Siqueira, Diretor da TIM, os dados ajudam a compreender dinâmicas sociais essenciais. “O TIM Ads se posiciona como um catalisador para a compreensão de como novas tecnologias e debates de saúde pública impactam o cotidiano”, afirma.