2º Campeonato Brasileiro de parajiu-jitsu acontece em Santo André

Campeão de parajiu-jitsu, Waldir Ribeiro defende título neste sábado e chega ao Grande ABC em excelente fase. Atleta conta com o apoio do Instituto Acqua e da Kimonos Dragão

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O atual campeão brasileiro e mundial de parajiu-jitsu, Waldir Ribeiro, apoiado pelo Instituto Acqua e pela Kimonos Dragão, vai defender o título neste sábado (29/08) na 2ª edição do Campeonato Brasileiro de Parajiu-jitsu, que será realizado no Complexo Esportivo Pedro Dell’Antonia, que fica na Rua São Pedro, 27, Vila Pires, em Santo André, mesmo local que recebeu a primeira edição do torneio, em 2014.

Ribeiro retorna à região do Grande ABC em ótima fase na carreira. No final de janeiro ele enfrentou atletas sem deficiência física no Campeonato Mundial de Submission e obteve a terceira colocação. Em março participou do Rio International Challenge, no Rio de Janeiro (RJ), e do 8º Campeonato Orlaf GI/NOGI, em Guarulhos. Voltou para casa com três medalhas, sendo duas de ouro e uma de prata. “Em maio voltei para o Rio de Janeiro para mais duas competições: o Brasil Open e a 3ª Copa Arnold Classic Brasil, e o saldo foi mais dois ouros e um bronze”, destacou o atleta, que atualmente mora em Goiânia (GO), para onde se mudou desde abril deste ano.

Com uma história de superação e destaque na modalidade, Ribeiro conquistou em setembro de 2014 o título nacional na categoria até 95kg faixa azul e também da categoria absoluto faixa azul após ter praticado jiu-jitsu em uma academia de Ribeirão Pires durante três anos. Desde então, o atleta recebe convites para disputar outros campeonatos, além de ter ampliado o alcance do trabalho de inclusão social que desenvolve com a esposa. “O Campeonato Brasileiro ajudou a dar mais ênfase ao meu trabalho, que é incluir socialmente as crianças com deficiência no mundo da arte suave, através do esporte”, afirmou.

Para manter o título de campeão brasileiro, Waldir Ribeiro intensificou os treinos e os cuidados com a alimentação, além de ter aprimorado sua técnica. Segundo ele, o parajiu-jitsu brasileiro tem apresentado evolução, mas ainda faltam atletas dispostos a difundi-lo entre as confederações no Brasil. “As confederações estão cada vez mais abertas para nós, pessoas com deficiência. Não existem restrições e, sempre que possível, elas abrem uma categoria específica, mas o número de paratletas ainda é pequeno”. A Confederação Brasileira Paradesportiva de Jiu-Jitsu (CBPJJ) foi criada em 2014 e é a primeira entidade da modalidade no mundo.

Em Santo André são esperados cerca de 100 atletas para a competição, que servirá como prévia para o Mundial, marcado para novembro. Mais informações sobre o evento podem ser obtidas no site da entidade (www.cbpjj.com.br).

  • Publicado: 29/01/2026
  • Alterado: 29/01/2026
  • Autor: 16/08/2023
  • Fonte: FERVER