2026: Um ano de desafios e oportunidades para quem souber se antecipar

Por Márcio Grazino*

Crédito: Márcio Grazino (Divulgação)

Falar que 2026 será um ano desafiador pode soar repetitivo, mas essa é a realidade de quem empreende no Brasil. O próximo ciclo traz uma combinação de fatores que exige atenção redobrada: Copa do Mundo, eleições presidenciais, feriados prolongados, possíveis revisões nas taxas de juros, volatilidade financeira e a entrada em vigor da primeira fase da reforma tributária já em janeiro. Cada um desses elementos mexe com o mercado, com as operações e com a previsibilidade – ou, muitas vezes, com a falta dela.

Mas a verdade é simples: desafios não são novidade. Eles fazem parte do dia a dia de qualquer empresário que queira crescer de forma consistente. Por isso, a diferença entre quem apenas sobrevive e quem lidera está na preparação. Quem investiu, se estruturou, modernizou processos e buscou eficiência tem muito mais condições de navegar em cenários instáveis sem perder competitividade.

Nos últimos anos, acompanhamos um movimento de fortalecimento industrial, expansão de operações, adoção de tecnologias e crescente demanda por soluções mais sustentáveis. Esse avanço estrutural, somado ao aumento do consumo em diversas cadeias, mostra que o setor produtivo chegará a 2026 mais maduro e mais exigido.

E é justamente por isso que encaro 2026 com confiança. Apesar das incertezas macroeconômicas, existe espaço real para oportunidades. O mercado estará mais criterioso, mas também mais aberto a produtos e serviços que entreguem performance, sustentabilidade e personalização. Em outras palavras: quem conseguir unir eficiência, inovação e responsabilidade ambiental deve conquistar uma posição privilegiada.

Ao longo do ano, está prevista a implementação de uma iniciativa inédita, com forte impacto ambiental e grande potencial competitivo. Trata-se de uma solução inovadora, que deve surpreender o mercado e gerar valor real para clientes e parceiros. A expectativa é que o lançamento ocorra no primeiro semestre, possivelmente ainda no primeiro trimestre, e represente um avanço significativo para o setor de embalagens especiais.

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Diferentemente de outros ciclos, as eleições de 2026 não gerarão demanda adicional por embalagens de reposição para urnas eletrônicas, já que não haverá substituição. Embora fosse uma atividade sazonal relevante, sua ausência não compromete o planejamento, porque o foco deve ser, e sempre foi, diversificação e estratégia de longo prazo.

Copa, feriados e eventos são fatores que podem gerar instabilidade, mas não devem definir o desempenho das empresas. A solidez vem da capacidade de antecipar cenários, ajustar decisões e manter consistência, independentemente do calendário.

O ano de 2025 mostrou um mercado em retomada, com aumento da demanda, reorganização das cadeias produtivas e maior pressão por qualidade e agilidade. Os resultados alcançados foram superiores às expectativas, reforçando que planejamento, disciplina e investimento são decisivos.

Essa confiança, somada a um ambiente empresarial mais profissionalizado, segue conosco para 2026, agora com ainda mais maturidade e visão estratégica.

Se desafios são inevitáveis, oportunidades também são. A diferença estará no preparo de cada empresa para transformar turbulência em vantagem competitiva. E, nesse ponto, 2026 promete ser um ano emblemático para quem estiver pronto.

*Diretor da Maximu’s Embalagens Especiais, indústria instalada em Ribeirão Pires (SP), com filial em Varginha (MG), que atua na fabricação de embalagens plásticas de proteção. 

  • Publicado: 13/02/2026
  • Alterado: 13/02/2026
  • Autor: 11/12/2025
  • Fonte: Teatro SABESP FREI CANECA