2016. O amor vencerá a intolerância
Artigo de Tarcisio Secoli, economista e secretário de Serviços Urbanos e de Coordenação Governamental da Prefeitura de São Bernardo, sobre o ano que encerra e as perspectivas para 2016
- Publicado: 29/01/2026
- Alterado: 29/12/2015
- Autor: Redação
- Fonte: FERVER
A construção de uma sociedade melhor passa, necessariamente, por tornarmo-nos pessoas melhores. Compreensão, respeito ao outro, ao diferente, solidariedade, abertura ao diálogo são alguns valores que devemos carregar sempre conosco. E mais do que isto. São elementos da nossa moral que devem ser sempre exaltados.
No ano que agora termina valores que caminham exatamente no sentido contrário foram valorizados, destacados e até estimulados por setores que não têm a noção da responsabilidade que carregam sobre a sociedade que construímos cotidianamente com nossos atos. E pessoas, contaminadas por esses setores reproduziram em suas vidas atitudes de intolerância e ódio. Realidade que devemos deixar para traz.
É isso depende de nós. Porque nós fazemos o nosso presente e pavimentamos o nosso futuro. Refletir sobre o que ouvimos em 2015 como verdades e que não se confirmaram em verdades pode mudar nossa percepção sobre muitas coisas. Pode nos ajudar a perceber qual jogo está sendo jogado em nosso País.
Uma realidade pintada com tintas que ofuscam conquistas de milhões de brasileiros com destaque para uma crise momentânea que está sendo levada a cabo por setores da sociedade brasileira que não conseguem aceitar a redução das diferenças entre aqueles que ganham mais dos que ganham menos.
Setores da sociedade esses que ainda pensam que cursar uma universidade não é coisa para filhos de trabalhadores como era há tão pouco tempo, mas que parte da nossa juventude – hoje matriculada em cursos superiores seja pelo aumento do número de vagas nas universidades federais ou por programas como o Prouni e o FIES – não tem lembrança.
Esses que semeiam o ódio e a intolerância querem na verdade uma volta ao passado em que poucos andavam de avião ou tinham o seu automóvel. Querem a volta de quando aposentados eram chamados de vagabundos e mulheres não tinham a proteção da Lei Maria da Penha.
Eles querem a volta da dificuldade para os mais pobres realizarem o sonho da casa própria, por exemplo.
E isto vale tanto para o Brasil quanto para a nossa São Bernardo do Campo. Percebermos o quanto alguns discursos que carregam a intolerância podem nos ajudar a perceber que aqui também está em jogo seguirmos avançando ou voltarmos ao passado. E isso mesmo que disfarçado de novo. Voltar ao passado dos alojamentos, das UBS sem condições de atendimento, de quando não existiam UPAs e SAMU, de quando não tínhamos os CEUs.
Por isso, a importância de neste momento em que um ano termina enchermos os nossos corações de força para construirmos um ano novo melhor para todos e que asseguremos conquistas já alcançadas e busquemos avançar para que dia após dia construamos um mundo onde cada vez mais pessoas tenham mais, um mundo onde as diferenças sociais sejam cada vez menores, um mundo onde o amor vença a intolerância.