20 mil vidas: Alerta sobre mudanças climáticas

Pedro Sánchez, premiê espanhol, revelou na Cúpula da COP30 que a crise ceifou 20 mil vidas em cinco anos e cobrou ação urgente da Europa contra as mudanças climáticas

Crédito: Bruno Peres/Agência Brasil

No segundo dia da Cúpula de Líderes da COP30, realizada em Belém, o Primeiro-Ministro da Espanha, Pedro Sánchez, deu um tom dramático ao debate global sobre a crise ambiental. Em sua intervenção, ele não mediu palavras ao enfatizar a gravidade dos impactos das mudanças climáticas em seu país, apresentando dados que atestam o custo humano da emergência.

Sánchez revelou que, apenas nos últimos cinco anos, cerca de 20 mil vidas foram perdidas na Espanha em decorrência direta de fenômenos climáticos extremos. A estatística alarmante inclui fatalidades causadas por eventos devastadores, como fortes tempestades e incêndios florestais fora de controle. A fala serviu como um poderoso lembrete de que o aquecimento global tem consequências imediatas e fatais.

A realidade científica e a crise das mudanças climáticas

Mudanças climáticas
Tânia Rego/Agência Brasil

O líder espanhol fez questão de sublinhar a natureza factual do problema, confrontando o negacionismo e a polarização. “A mudança climática está causando sofrimento e ceifando vidas entre nossos cidadãos. Isso não é uma questão ideológica, mas uma realidade científica, declarou Sánchez. Com isso, ele reforçou a urgência de uma resposta baseada em evidências, e não em crenças políticas.

Em um apelo por uma mudança de atitude, o premiê solicitou que o enfrentamento das mudanças climáticas seja conduzido com uma perspectiva de esperança, em vez de medo. O objetivo é mobilizar a ação de forma proativa e construtiva. “Devemos adotar uma postura ofensiva em vez de defensiva”, disse, sublinhando a necessidade de um compromisso proativo na luta contra a crise ambiental, que não pode mais ser ignorada.

O desafio de 1,5°C e a ambição europeia

Bruno Peres/Agência Brasil

Pedro Sánchez utilizou seu tempo na tribuna para alertar a comunidade internacional sobre o risco iminente de colapso ambiental. O líder espanhol chamou a atenção para a previsão de que o aquecimento global poderá ultrapassar o limite crucial de 1,5°C em relação aos níveis pré-industriais. Ultrapassar este limiar é considerado pela ciência como um ponto de não retorno, tornando as consequências das mudanças climáticas ainda mais catastróficas. “É imprescindível que atuemos rapidamente; o tempo está se esgotando e devemos unir forças em vez de agir isoladamente”, enfatizou.

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O premiê destacou o papel de liderança que a União Europeia (UE) deve assumir. Ele fez referência à nova e ambiciosa meta climática do bloco, que visa reduzir em 90% as emissões de gases do efeito estufa até o ano de 2040. Sánchez assegurou que a Espanha fará a sua parte, agindo como um catalisador para aumentar a ambição dentro do continente. “A Espanha se compromete a fazer tudo o que estiver ao seu alcance para que a Europa continue a elevar suas ambições climáticas”, afirmou o líder.

Sua conclusão reforçou o elo entre a responsabilidade moral e o crescimento econômico. “Vocês podem contar com a Espanha nessa luta. Falo isso com convicção moral, pois acreditamos firmemente que a transição para uma economia verde pode ser um motor de crescimento sustentável”, finalizou Sánchez, posicionando a ação climática como uma oportunidade de desenvolvimento e não apenas como um custo.

  • Publicado: 13/02/2026
  • Alterado: 13/02/2026
  • Autor: 07/11/2025
  • Fonte: Sorria!,