1º Seminário de Educação Matemática em Mauá

Professores descobrem o que Tan tem a ver com a nova forma de ver a Matemática, no seminário que integra política de formação continuada e de incentivo à qualidade do ensino

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O imperador Tan tinha um delicado e raro azulejo, do qual tinha muito ciúme, que um dia se quebrou em sete partes. Triste, ele procurou remontá-lo e acabou descobrindo um quebra-cabeças. Conseguiu montar dois quadrados pequenos, um triângulo, um gato, um peixe, uma bailarina e assim por diante. Formado por cinco triângulos, um quadrado e um paralelogramo e rebatizado de Tangram o jogo permite montar mais de 1.700 figuras.

Essa lenda chinesa foi contada aos participantes do 1º Seminário de Educação Matemática para demonstrar as diferentes formas de enxergar a disciplina. O evento foi realizado nesta quarta-feira (11), pela Secretaria de Educação de Mauá, no Centro de Formação dos Professores, para educadores do 1º ao 5º ano do Ensino Fundamental, professores coordenadores pedagógicos, equipes de Supervisão e Assessoria Pedagógica.

A lenda havia sido apresentada pela professora Giovana Oliveira Lima numa dinâmica de Contação de Histórias e uso de recursos visuais para ilustrar a aula de Geometria. Mas, explorou, juntamente, História, hábitos e costumes, Português e Geografia, aos alunos da Educação Infantil e Ensino Fundamental 1 da Escola Municipal Dom Hélder Câmara. Esse trabalho, de cunho multidisciplinar, é possível ser desenvolvido com crianças, jovens e adultos.

A experiência foi levada ao 1º Seminário por ter sido sucesso em sala de aula e também representando Mauá e o estado de São Paulo na 1ª Videoconferência do Programa Mais Educação do Governo Federal; e pela indicação ao Prêmio Educador Nota 10, da Fundação Victor Civita, e Prêmio Professores do Brasil, do Ministério da Educação.

Trata-se de uma forma agradável, lúdica e atraente do Ensino da Matemática, por isso, integra o escopo do seminário para a formação continuada dos profissionais, já que a reflexão sobre a prática favorece mudanças significativas na qualidade da Educação.

O seminário também inclui práticas utilizadas pelos profissionais que desenvolvem as ações do Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa (Pnaic). A Secretaria de Educação aderiu ao Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa em 2012, responsabilizando-se por investir na alfabetização dos alunos atendidos nos 1º, 2º e 3º anos do Ensino Fundamental. A meta é a alfabetização das crianças até os oito anos de idade, ao final do 3º ano do Ensino Fundamental. No ano de 2014, o foco do programa é o aprendizado de Matemática.

Os participantes do seminário acabaram por conhecer aspectos históricos e conceituais da Matemática e como utilizá-los e aula. Como com o senso numérico e sentido numérico, com recursos audiovisuais, como o vídeo “Pequenos Cientistas – Matemática parte 2”. Outra ferramenta utilizada foi o gênero Cordel, como mais uma possibilidade para falar de Matemática de maneira lúdica e interativa. A Matemática surgiu a partir das necessidades do homem e está relacionada ao cotidiano. “Surgiu há cinco mil anos, na Índia, atrás representando valores e quantidades, com pedras, palitos e outros. Os árabes a levaram para a Europa”, explicou a professora da E.M. Paulo Freire, Cristina Loureiro. O zero só há 1.300 anos passou a ter a representação do nada, que os maias já conheciam.

Para a secretária de Educação, Lairce de Aguiar, “nosso objetivo, além de promover a formação continuada, é a valorização do profissional da nossa própria rede, que desenvolve tantas experiências bem sucedidas e criativas e contribui para a qualidade do ensino e aprendizagem.”

Matemática deriva das palavras gregas máthema (compreensão, ciência, explicação, conhecimento, aprendizagem) somada a thike (arte), a arte de explicar.  

  • Publicado: 29/01/2026
  • Alterado: 29/01/2026
  • Autor: 12/06/2014
  • Fonte: FERVER