15º Simpósio de Síndrome de Down debate avanços na FMABC

Evento internacional na FMABC reúne especialistas e famílias para discutir inclusão e novas descobertas em neurociências.

Crédito: Divulgação

A cidade de Santo André tornou-se, nesta sexta-feira (20/03), o epicentro das discussões globais sobre a trissomia 21. A abertura da 15ª edição do Simpósio Internacional de Síndrome de Down, realizada no anfiteatro do Centro Universitário FMABC, marcou o início de uma jornada intensiva de conhecimento que se estende até este sábado. O encontro, já consolidado como um dos mais relevantes do Brasil, promove um diálogo necessário entre a academia, profissionais da linha de frente e a comunidade.

Com uma estrutura híbrida, o evento na FMABC rompe fronteiras geográficas ao oferecer palestras presenciais e transmissões on-line, alcançando congressistas de diversas regiões do país e do exterior. O tema central deste ano, “Avanços interdisciplinares em educação, saúde e neurociências”, reflete a urgência de um olhar 360 graus sobre o desenvolvimento humano e a quebra de estigmas históricos.

Ciência e acolhimento no DNA da FMABC

O simpósio não é apenas um fórum técnico; é um movimento de conscientização programado estrategicamente para as vésperas do dia 21 de março, data em que se celebra o Dia Internacional da Síndrome de Down. A escolha do período reforça o compromisso da instituição em combater o preconceito por meio da informação qualificada.

A programação robusta da FMABC inclui atividades de pré-congresso, conferências magnas e mesas-redondas que mergulham em aspectos clínicos complexos e estratégias educacionais contemporâneas. Segundo a organização, o foco está em apresentar evidências científicas de ponta que se traduzam em ganho real na qualidade de vida e na autonomia das pessoas com síndrome de Down.

Histórias de superação e busca por conhecimento

O impacto do simpósio ultrapassa as paredes dos laboratórios e salas de aula. Um exemplo notável de engajamento é o casal Renato Gonçalves Gomes e Janaína de Cássia Silva. Eles percorreram cerca de 500 quilômetros, partindo de Assis (SP) rumo a Santo André, motivados pelo desejo de oferecer o melhor suporte ao filho.

“Gostamos de participar porque ajuda a desmistificar muita coisa. Ao assistir às palestras, entendemos que, com o tratamento adequado, nosso filho pode desenvolver todo o seu potencial”, destacou Janaína durante o primeiro dia de atividades.

Para pais de crianças menores, o evento funciona como uma bússola. A advogada Ana Paula Scaracini, mãe da pequena Melissa, de apenas 1 ano, vê no intercâmbio promovido pela FMABC uma ferramenta de empoderamento materno. Para ela, o contato com especialistas traz a segurança necessária para dialogar com médicos e terapeutas de igual para igual, fundamentando as decisões sobre o futuro da filha com embasamento técnico.

Referência acadêmica e profissional

A organização do evento reflete o DNA de excelência do Centro Universitário. O Núcleo Especializado em Aprendizagem (NEA-FMABC) desempenha papel protagonista na curadoria científica e na mediação das palestras. Além disso, o suporte dos alunos do Centro Acadêmico de Psicologia evidencia a integração entre ensino, pesquisa e extensão.

De acordo com Alessandra Caturani, coordenadora do NEA-FMABC, o simpósio é uma oportunidade de ouro para ampliar o compromisso da instituição com a diversidade e a disseminação de boas práticas. “É um espaço para trocar experiências e fortalecer o diálogo entre diferentes públicos, unindo especialistas, familiares e as próprias pessoas com síndrome de Down em uma construção coletiva”, afirma a coordenadora.

Ao sediar um evento desta magnitude, a FMABC reafirma sua posição como referência nacional na formação em saúde, provando que a ciência, quando aliada à empatia e à inclusão, tem o poder de transformar vidas e moldar uma sociedade mais justa.

  • Publicado: 20/03/2026 16:30
  • Alterado: 20/03/2026 16:30
  • Autor: Gabriel de Jesus
  • Fonte: FMABC